Vacinado com a vacina da dengue suspensa pelo Ministério da Saúde? Veja o que fazer

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Profissional de saúde prepara aplicação da vacina contra dengue do Instituto Butantan, suspensa de forma preventiva. (Foto: Instagram)

A suspensão provisória da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, anunciada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (08), provocou incertezas em milhares de brasileiros que já receberam o imunizante. A medida foi tomada de forma preventiva após relatos de possíveis eventos adversos que estão sob análise das autoridades sanitárias.
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O Ministério da Saúde informa que mais de 500 mil doses do imunizante haviam sido administradas desde o início da campanha, especialmente em profissionais de saúde e moradores de cidades participantes do projeto-piloto. Entre janeiro e maio, houve notificações de sintomas semelhantes aos da dengue e três reações graves, incluindo duas mortes, que ainda passam por investigação para determinar eventual ligação com a vacina.
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Pessoas que receberam a dose devem observar sinais como febre alta, dor de cabeça intensa, desconforto atrás dos olhos, dores musculares e articulares, náuseas, vômitos, cansaço extremo e manchas vermelhas pelo corpo. O ministério orienta a busca imediata de atendimento médico caso esses sintomas sejam intensos ou persistentes, já que reações leves são esperadas, mas podem indicar alerta em circunstâncias específicas.

Os sintomas graves que requerem avaliação urgente incluem falta de ar, desmaios, convulsões, sangramentos, dor abdominal intensa, queda de pressão e reações alérgicas severas. Até que as investigações sejam concluídas, cada caso grave será avaliado para definir se há relação direta com o imunizante ou se pode ser atribuído a outros fatores de saúde dos pacientes.

Em relação à proteção, o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde não recomendaram revacinação nem medidas adicionais para quem já recebeu a dose. Estudos prévios apontaram eficácia global de 79,6% na prevenção de infecções e de 89% contra formas graves da doença. O Butantan ressalta que segue colaborando com a Anvisa e o governo federal no esclarecimento dos acontecimentos e no planejamento das próximas etapas.

Não há prazo definido para a retomada da aplicação. A suspensão valerá enquanto os órgãos de saúde analisam os registros dos primeiros meses. Enquanto isso, as autoridades reforçam a importância de eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti e manter práticas de proteção individual. O Instituto Butantan reafirmou seu compromisso com a ciência, informando que continuará estudando e acompanhando os vacinados até confirmar a segurança do imunizante e permitir a reabertura da campanha.