
Frasco da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. (Foto: Instagram)
O Ministério da Saúde anunciou a suspensão preventiva da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan, após o registro de 42 reações adversas graves e duas mortes em investigação. Até o momento, cerca de 500 mil doses já haviam sido administradas em profissionais de saúde e outros grupos prioritários no Brasil. As autoridades destacaram que a medida tem caráter cautelar e foi tomada para avaliar possíveis riscos associados ao imunizante.
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Segundo o governo federal, a interrupção das aplicações terá início nesta segunda-feira (08) e visa proteger a população enquanto equipes de vigilância sanitária apuram os relatos de eventos adversos que podem ter relação com a vacina. Em nota, o Ministério enfatizou que todos os casos notificados estão sob investigação e que ainda não há comprovação de nexo causal.
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A decisão foi comunicada em coletiva de imprensa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em conjunto com representantes do Instituto Butantan. Durante o encontro, reforçou-se que não há, até o momento, confirmação de que a vacina tenha provocado diretamente os episódios adversos, mas que a investigação seguirá todas as linhas de apuração para garantir transparência.
Dados apresentados pelo Ministério da Saúde indicam que 42 notificações de reações graves estão sendo examinadas pelas equipes de saúde pública, além de duas ocorrências que resultaram em óbito e que ainda aguardam laudos finais. Caso seja comprovada qualquer relação entre a vacina e os eventos, novas medidas poderão ser adotadas.
Desenvolvida pelo Butantan como a primeira vacina de dose única contra a dengue e a primeira produzida integralmente no Brasil, o imunizante tinha sido aplicado inicialmente em profissionais da saúde. O Instituto destaca o caráter inovador da fórmula, que permite cobertura mais ampla com apenas uma dose, facilitando campanhas de grande escala.
As autoridades sanitárias afirmaram que a suspensão permanecerá até a conclusão dos exames laboratoriais e análises clínicas, quando será possível definir se há necessidade de ajustes no protocolo de uso ou retorno da vacinação. Pessoas que receberam a dose nos últimos 21 dias foram orientadas a procurar unidades de saúde em caso de sintomas atípicos, enquanto a Anvisa e o Butantan acompanham de perto cada etapa do processo de investigação.
