Funcionária desvia R$ 137 mil no cartão corporativo e esquema vem à tona após compra de iPhone

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Ex-funcionária é presa por desvio de R$137 mil em loja de roupas em Goiânia (Foto: Instagram)

Uma loja de roupas no Setor Marista, em Goiânia, começou a desconfiar de uma cobrança atípica na fatura empresarial ao identificar a aquisição de um iPhone 15 Pro Max parcelado em 12 vezes sem autorização da direção. A apuração interna determinou que, ao longo de meses, valores vinham sendo desviados por meio do cartão corporativo, totalizando prejuízo superior a R$ 137 mil. A Polícia Civil decretou a prisão preventiva da principal suspeita, uma ex-funcionária do setor financeiro, ante o risco de fuga e eventual obstrução das investigações.

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O caso veio à tona quando a proprietária da loja notou o lançamento incomum na fatura e pediu a abertura de uma auditoria. A investigação interna detectou compras parceladas sem registro prévio, movimentações suspeitas em datas não compatíveis com o fluxo normal de vendas e lançamentos a fornecedores inexistentes. Esses indícios levaram a empresa a acionar a Polícia Civil para aprofundar as apurações e colher provas das supostas fraudes.

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Segundo o inquérito, a ex-funcionária identificada pelas iniciais R.L.M., de 29 anos, foi desligada em 29 de maio. Mesmo após a demissão, o sistema da empresa registrou outra compra com o cartão corporativo dois dias depois. Em 2 de junho, houve nova tentativa de compra, dessa vez de aproximadamente R$ 7,8 mil, mas o lançamento foi barrado pela administração assim que perceberam o uso indevido do plástico.

Durante a auditoria, os investigadores mapearam ainda diversas transferências bancárias para contas ligadas a familiares da suspeita, além de pagamentos a estabelecimentos sem qualquer relação com o ramo de roupas. Esses lançamentos vinham sendo justificados como despesas operacionais, mas sem comprovação ou nota fiscal correspondente.

Após o flagrante, a Polícia Civil converteu a prisão em flagrante em preventiva, atendimento ao pedido da defesa da loja. Na decisão, o juiz considerou a possibilidade de fuga, a continuidade das operações suspeitas mesmo depois da demissão e a necessidade de preservar provas. Os autos apontam que a investigada teria ligado para a empresária em prantos, pedindo perdão e solicitando o cancelamento do registro policial.

Além disso, a suspeita alegou ter se ausentado de uma intimação por acompanhar o pai no hospital, mas os investigadores encontraram indícios de que ela planejava viajar ao Rio de Janeiro no mesmo período. Diante disso, a Justiça entendeu que a liberdade da acusada representaria risco à coleta de novas evidências e optou por manter a prisão até o desfecho do inquérito.