
Interpol amplia buscas por Ágatha e Allan além das fronteiras (Foto: Instagram)
Em um novo desdobramento no caso do desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, em Bacabal (MA), a investigação poderá assumir caráter internacional. A mãe das crianças, Clarice Cardoso, informou que autoridades locais solicitaram apoio da Interpol na tentativa de encontrar pistas dos irmãos que sumiram em janeiro. Segundo ela, a medida visa estender o alcance das buscas para além das fronteiras nacionais e ajudar a identificar eventuais vestígios de passagem em locais estratégicos, como portos e aeroportos.
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Clarice revelou que a próxima fase envolverá o compartilhamento de dados com a organização internacional, cruzando registros de portos e aeroportos para checar possíveis itinerários dos irmãos desde 4 de janeiro. Investigadores esperam que esse monitoramento mais amplo revele informações antes desconhecidas pelas equipes locais.
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De acordo com Clarice, peritos irão analisar imagens de câmeras de segurança em locais de embarque, buscando indícios que coincidam com os horários e as características físicas das crianças. A expectativa é que novos registros permitam direcionar as buscas em rotas específicas e identificar eventuais testemunhas.
Clarice Cardoso tem atravessado momentos de angústia desde o sumiço dos filhos e compartilhou sua expectativa por respostas. “É muito difícil passar cinco meses sem notícias e sem saber o que realmente aconteceu”, desabafou. Para lidar com a situação, ela retomou parte de suas atividades profissionais e dedica atenção também a André, seu filho mais velho. “Preciso estar forte para meus filhos; eles precisam de mim quando forem encontrados”, afirmou a mãe.
Os irmãos desapareceram em 4 de janeiro em uma área de mata na zona rural de Bacabal. No mesmo dia sumiu o primo Anderson Kauã, de 8 anos, que foi encontrado três dias depois são e salvo. Desde então, mais de mil agentes de segurança, bombeiros e voluntários mobilizaram-se nas buscas, mas não localizaram vestígios dos pequenos.
Uma comissão da Câmara dos Deputados esteve em Bacabal para acompanhar os trabalhos. O delegado Murilo afirmou que, embora as buscas em campo tenham diminuído, a investigação continua ativa. Nenhuma linha de apuração foi descartada; em uma das denúncias, equipes seguiram até São Paulo, mas não encontraram as crianças.
As diligências no Maranhão prosseguem, com análise de novas denúncias e relatórios que possam esclarecer o sumiço. Até agora não há confirmação sobre o paradeiro de Ágatha e Allan, o que torna ainda mais importante a colaboração internacional. Família, autoridades locais e Interpol seguem empenhados em reunir informações que possam trazer os irmãos de volta.
