
Tropas ucranianas acionam artilharia próxima à zona de exclusão de Chernobyl após ataque a depósito de combustível nuclear usado (Foto: Instagram)
Neste domingo (7), autoridades ucranianas afirmaram que a Rússia realizou um ataque contra uma instalação de armazenamento de combustível nuclear usado nos arredores da antiga usina de Chernobyl, no norte do país. Segundo o presidente Volodymyr Zelenskyy, um drone do tipo Shahed atingiu a estrutura durante a madrugada, danificando parte do complexo sem provocar vazamentos radioativos.
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De acordo com a Energoatom, estatal responsável pelo setor nuclear na Ucrânia, o impacto causou prejuízos em um prédio de recepção de combustível irradiado. As autoridades garantiram que não havia material nuclear dentro do galpão atingido e que os níveis de radiação permaneceram dentro dos limites de segurança, sem registro de feridos.
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O presidente Zelenskyy condenou a ação como “extremamente vil” e responsabilizou Moscou por colocar em risco a segurança nuclear da região. O governo ucraniano informou ter acionado a International Atomic Energy Agency, que anunciou o envio imediato de especialistas para avaliar os danos e monitorar possíveis riscos à população local.
O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia classificou o episódio como parte de um padrão de ameaças russas direcionadas a estruturas nucleares e conclamou a comunidade internacional a tomar medidas diretas contra o que chamou de agressões deliberadas. O órgão pediu sanções mais rígidas e fiscalização constante das instalações atômicas no território ucraniano.
Do lado russo, não houve resposta oficial imediata à acusação. Em declarações anteriores, Moscou tem negado repetidamente ataques intencionais contra infraestrutura nuclear ucraniana e, em contrapartida, acusou Kiev de comprometer a segurança de usinas sob controle russo, com destaque para a central de Zaporíjia.
Esse incidente acontece em meio à escalada de confrontos envolvendo drones entre Rússia e Ucrânia. Nos últimos dias, ambos os países trocaram acusações por ações contra alvos estratégicos, inclusive instalações ligadas ao setor nuclear. Chernobyl, palco do maior acidente atômico da história em 1986, segue como ponto sensível para as agências internacionais que acompanham o conflito desde o primeiro dia.








