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Youtuber Jesse Ridgway e esposa optam pelo aborto após diagnóstico de Síndrome de Down


YouTuber Jesse Ridgway e esposa anunciam interrupção de gravidez após diagnóstico de Trissomia 21 (Foto: Instagram)

Na última quarta-feira (3), o youtuber Jesse Ridgway, de 33 anos, e sua esposa Ashley Ridgway anunciaram nas redes sociais a decisão de interromper a primeira gravidez do casal após o diagnóstico de Trissomia 21, a Síndrome de Down. Segundo a publicação, a escolha foi tomada com muita dificuldade e emoções à flor da pele. “Essa semana, minha esposa e eu tomamos a difícil decisão de interromper a gravidez devido à Trissomia 21. A escolha não foi feita de ânimo leve”, iniciou Jesse.
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Eles informaram ainda que Ashley passou pelo procedimento no início desta semana e já se recupera bem. “Estamos devastados. Isso tem sido extremamente traumático para nós dois, especialmente para a Ashley”, relatou o youtuber, agradecendo as mensagens de apoio. O casal reconheceu que alguns seguidores poderiam se decepcionar com a notícia, mas ressaltou que a decisão foi dolorosa e necessária.
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O aborto de fetos com a síndrome de Down é permitido em alguns estados dos Estados Unidos. Conforme Jesse, o bebê apresentaria, além da condição genética, possíveis problemas cardíacos, de audição e de visão. Para o casal, a interrupção foi a melhor decisão a longo prazo para a família, e eles planejam tentar novamente no futuro, na expectativa de um resultado mais positivo, se Deus quiser.

Pouco depois do anúncio, Jesse e Ashley passaram a receber uma série de críticas nas redes sociais. Usuários os chamaram de “pedaços de merda assassinos, malignos, comparados a Hitler” e enviaram ameaças de morte sem parar. O youtuber classificou o episódio como perturbador e reflexo de um cenário online cada vez mais violento.

Em nova postagem, Ashley relatou que, nas últimas 24 horas, testemunhou a pior face da internet: “Estamos recebendo ameaças de morte sem parar (…) É um show de horrores de proporções épicas”, escreveu. Ela afirmou que jamais imaginou que a decisão de um casal pudesse gerar tamanha hostilidade e depravação.

No Brasil, a situação é distinta: o aborto de fetos diagnosticados com Trissomia 21 é proibido e pode acarretar em prisão de um a dez anos, dependendo, inclusive, do consentimento da gestante, segundo o Código Penal.

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