Site icon Jetss BR

PCC e CV entram na lista de organizações terroristas dos EUA a partir de hoje


EUA incluem PCC e CV em lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (Foto: Instagram)

A partir de 5 de junho de 2026, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) passam a integrar a lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) do Departamento de Estado dos EUA. Com isso, qualquer apoio material às duas maiores facções brasileiras assume caráter de crime federal americano, enquanto instituições financeiras devem congelar ativos em dólar e membros ficam sujeitos à deportação imediata. Apesar do endurecimento da política externa de Washington, a medida não altera a legislação brasileira, mas gera alerta sobre a cooperação entre a Polícia Federal e o FBI.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Essa inclusão na lista de FTO representa a etapa final do cerco jurídico anunciado no fim de maio, sucedendo a classificação prévia de “Terroristas Globais” (SDGT), vigente desde maio, que já tinha bloqueado ativos diretos dos grupos. A iniciativa faz uso da Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA para reforçar sanções e pretende interromper as rotas de financiamento e o patrimônio oculto das facções no exterior.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

O principal impacto imediato é a criminalização do “apoio material” ao PCC ou ao CV, que passa a ser tratado como crime passível de prisão. Entre as condutas proibidas estão o envio de dinheiro, armas, logística, treinamento, consultoria e ocultação de bens. Antes limitadas a sanções civis e bloqueios, essas ações agora estarão sujeitas a processos criminais pela justiça americana.

Em paralelo, todas as instituições financeiras que operam em dólar ou no sistema bancário dos EUA devem reter e congelar automaticamente recursos sob suspeita de ligação com as facções, reportando os valores ao Departamento do Tesouro. No âmbito migratório, estrangeiros associados ao PCC ou ao CV terão visto recusado e serão deportados de forma imediata, sem tramitação pelos processos migratórios tradicionais.

No Brasil, porém, não há mudança nas normas vigentes. As facções seguem sujeitas à Lei de Organizações Criminosas e à Lei de Drogas, não à Lei Antiterrorismo, pois as autoridades brasileiras consideram que o PCC e o CV visam lucro financeiro e não motivações políticas ou ideológicas. Decisões de outros países não têm efeito automático no sistema jurídico nacional.

Especialistas em segurança destacam ainda impactos indiretos no trabalho conjunto entre a Polícia Federal e agências dos EUA. Há receio de que, pela natureza de terrorismo, investigações sejam conduzidas por órgãos de inteligência como a CIA, tornando o compartilhamento de dados mais lento. Por outro lado, o bloqueio de ativos no exterior deve afetar a logística internacional das cadeias de tráfico de cocaína ligadas às facções, dificultando a movimentação de recursos em dólar.

Exit mobile version