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Pai de Henry Borel faz desabafo após julgamento e questiona decisão da Justiça


Leniel Borel reage com emoção à decisão que beneficiou a mãe de Henry (Foto: Instagram)

O vereador Leniel Borel, pai de Henry Borel, publicou nas redes sociais nas primeiras horas desta sexta-feira (5) um vídeo carregado de emoção, no qual afirma não compreender os fundamentos que levaram à decisão judicial que beneficiou a mãe do menino. Ele demonstrou profunda indignação ao comentar o desfecho do julgamento sobre a morte do filho, ocorrida em março de 2021.
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Leniel relatou ter acompanhado de perto cada etapa do processo ao longo dos últimos cinco anos, desde laudos periciais até relatos de testemunhas, participando de um dos julgamentos mais extensos da história recente do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O vereador confessou ter recebido a sentença com “profunda revolta” e deixou clara sua desaprovação diante do que considera insuficiente fundamentação jurídica.
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Durante o vídeo, o parlamentar criticou não apenas o resultado, mas a linha de argumentação adotada pela juíza responsável. Conforme Leniel, o próprio Ministério Público defendia que Monique Medeiros deveria responder por homicídio doloso, e não apenas por culposo, o que teria levado a uma pena consideravelmente maior.

Apesar do tom duro, ele ressaltou seu respeito pelas instituições e pelo Poder Judiciário, mas reafirmou o direito de discordar como pai e cidadão. Leniel lamentou que, no decorrer do processo, a figura de Henry tenha ficado em segundo plano, distanciando-se da lembrança de uma criança que perdeu a vida.

O vereador declarou que continuará a lutar pela memória do filho e advertiu sobre o precedente que a decisão pode criar para casos futuros de violência contra crianças. Em suas palavras, “uma criança de quatro anos morreu e essa deveria ser a verdade inegociável desse processo.”

No desfecho do julgamento, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, foi condenado a mais de 43 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Já Monique Medeiros teve a acusação de homicídio doloso reclassificada para culposo, recebeu perdão judicial e foi liberada ao fim da sessão. A assistente de acusação anunciou a intenção de recorrer, alegando alterações nos quesitos que teriam impactado a decisão do júri.

Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, aos quatro anos de idade, após dar entrada em um hospital na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Sob os cuidados da mãe e do então padrasto, o garoto inicialmente teria sofrido uma queda, mas exames apontaram múltiplas lesões compatíveis com agressões dentro do apartamento onde vivia. O caso ganhou repercussão nacional e levou à prisão de ambos os responsáveis, culminando no julgamento que se estendeu por anos.

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