
Michele Coelho Montenegro em registro antes da prisão pela “Operação Tela Falsa” no Rio (Foto: Instagram)
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Michele Coelho Montenegro, suspeita de liderar um esquema de fraudes milionárias na comercialização de obras de arte e imóveis de alto padrão. Conforme apontam as investigações, as práticas ilícitas teriam causado prejuízo superior a R$ 2 milhões às vítimas, que eram atraídas por ofertas aparentemente confiáveis. A ação integra a apuração de estelionato e apropriação indébita no mercado de arte, com desdobramentos em diferentes regiões do estado.
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A captura de Michele ocorreu no bairro de Ipanema, na Zona Sul do Rio, durante a “Operação Tela Falsa”, conduzida pela Delegacia de Defraudações (DDEF). Segundo a polícia, ela atuava em um grupo que fabricava propostas de investimento e compra com documentação forjada para ludibriar compradores e investidores. Em um dos imóveis vistoriados pela equipe, foi encontrada uma pintura que teria sido objeto de uma das negociações fraudulentas.
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As investigações revelaram que a suspeita explorava seu convívio em círculos de alta sociedade para aumentar a credibilidade dos negócios. Michele frequentava clubes tradicionais, eventos sociais e encontros de elite, sempre apresentando-se com variações em sua formação profissional — ora como advogada, ora como médica ou bióloga. Essas mudanças de identidade profissional eram parte de sua estratégia para conquistar confiança em diferentes ambientes e atrair pessoas influentes no meio financeiro.
O histórico criminal de Michele Coelho Montenegro inclui outros processos por estelionato, uso de cheques sem fundo e apropriação de bens. Registros judiciais indicam que ela já foi condenada por golpes relacionados à locação de imóveis e figurou como ré em múltiplas ações criminais e cíveis em diversas comarcas. De acordo com documentos obtidos pela polícia, a investigada possuía pendências judiciais que remontam a casos anteriores à operação atual.
Após o cumprimento do mandado de prisão, Michele foi levada à DDEF, onde permanece à disposição da Justiça. As autoridades seguem apurando o envolvimento de outros supostos integrantes do esquema e monitoram o fluxo financeiro das transações fraudulentas. A investigação busca mapear a extensão total dos prejuízos e identificar eventuais propriedades ou bens que possam ter sido adquiridos com valores obtidos por meio dos golpes.
Em nota oficial, a defesa de Michele negou as acusações e afirmou que todos os fatos serão esclarecidos durante o processo. Os advogados afirmam que ainda não tiveram acesso completo aos autos e que apresentarão provas da inocência de sua cliente em momento oportuno. O caso segue sob a responsabilidade da Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro.
