
Amanda Maria Souza de Oliveira presa em Joinville suspeita de estelionato e uso de falsa identidade (Foto: Instagram)
A Polícia Civil de Santa Catarina vai rastrear as contas bancárias que receberam transferências via PIX destinadas a Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, presa após se passar por garota de 12 anos e ser acolhida por uma família em Joinville, no Norte catarinense. Os investigadores também vão mapear repasses entre contas para tentar avançar na apuração dos golpes aplicados pela suspeita.
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O objetivo das diligências é identificar terceiros que possam ter recebido os valores enviados pelas vítimas durante o período em que Amanda mantinha a falsa identidade. A Justiça decretou a prisão preventiva da mulher, que responde pelos crimes de estelionato qualificado e uso de falsa identidade, e à polícia cabe agora comprovar a participação de eventuais facilitadores.
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Conforme explicou o delegado Rodrigo Bueno Gusso, responsável pelo inquérito, Amanda começou a receber ajuda financeira da família ainda antes de ser integrada ao lar dos acolhedores. Segundo as apurações, ela orientava a transferência de parte dos repasses para contas de amigos e conhecidos, usando o PIX para movimentar os recursos sem levantar suspeitas. Até o momento, não há provas de que esses terceiros soubessem do golpe, mas os trabalhos seguem em curso.
A Polícia Civil apurou que a suspeita abordou o casal após procurar uma igreja local, alegando ter fugido do Pará por sofrer maus-tratos e violência sexual. Comovidos, os membros da comunidade religiosa ofereceram suporte médico, alimentação e abrigo provisório até que ela fosse incorporada como parte da família.
Em determinado momento, Amanda simulou uma nova fuga, ficando fora do endereço por semanas, mas manteve contato diário por mensagens e ligações, solicitando valores para alimentação, passagens e até consultas médicas. Posteriormente, pediu para retornar a Joinville e passou a morar de forma definitiva com o casal, que acreditava estar acolhendo uma adolescente em situação de vulnerabilidade.
A farsa veio à tona quando uma das familiares das vítimas desconfiou de inconsistências na versão apresentada por Amanda. Ao pesquisar na internet, encontrou registros de ocorrências semelhantes envolvendo a mesma mulher em outros estados, como Mato Grosso do Sul e São Paulo. Ao verificar os antecedentes, a polícia confirmou que a acusada adotava nomes diferentes em cada episódio — em Joinville, atendia pelo apelido “Gabi”.
Durante aproximadamente 14 meses sob o mesmo teto, Amanda recebeu tratamento compatível com a idade que fingia ter, incluindo festinha de aniversário de 12 anos, quarto decorado com itens infantis e cobertura de despesas com alimentação, moradia e medicamentos. Após a detenção, confessou ter mentido sobre a própria identidade. A Polícia Civil segue investigando o caso para mensurar o prejuízo financeiro causado às vítimas e responsabilizar todos os envolvidos nas movimentações bancárias.
