
Policiais do DHPP em frente à residência onde o corpo de bebê foi encontrado em freezer em Jaboatão dos Guararapes. (Foto: Instagram)
A persistente busca de uma avó foi determinante para a polícia desvendar um crime brutal em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. Após dias sem notícias da neta de 10 meses, ela decidiu ir à delegacia e relatar que sua filha, mãe da bebê, se recusava a dizer onde a criança estava. A suspeita só veio à tona quando a avó voltou às autoridades com informações mais graves, culminando na chocante descoberta do corpo da menina dentro de um freezer, mantido em segredo por cerca de 30 dias.
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Tudo começou em maio de 2024, quando a família estranhou o sumiço repentino da criança e procurou ajuda da Polícia Militar de Pernambuco. Inicialmente, os agentes orientaram as parentes a acionar o Conselho Tutelar e buscar suporte psicológico para lidar com o desaparecimento misterioso. No entanto, o clima de preocupação se intensificou quando a avó retornou no dia seguinte, desta vez afirmando que a filha havia confessado ter assassinado a própria filha.
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De acordo com o boletim da Polícia Militar, a mãe, de 27 anos, admitiu ter envenenado a filha com chumbinho, um produto tóxico comumente usado em roedores. A mulher contou que, após matar a bebê, guardou o corpo dentro de um freezer localizado em sua própria residência. A prática cruel permaneceu oculta até a intervenção da avó, que desconfiou do silêncio da filha e insistiu em obter respostas claras.
Na primeira abordagem, os policiais mantiveram sigilo sobre a denúncia para evitar que a suspeita escondesse ou destruísse provas adicionais. Orientaram a família a buscar os órgãos competentes e retornou ao local somente quando recebeu a confirmação de que a filha havia admitido o crime. Somente então as equipes se dirigiram à casa da suspeita, onde encontraram o cadáver da criança mantido em condições de refrigeração.
Durante depoimento na delegacia, a acusada afirmou que o crime teria acontecido cerca de 30 dias antes da descoberta do corpo. Ela relatou ter usado o veneno para cometer o assassinato e guardar o cadáver congelado até que a situação esfriasse. As declarações foram registradas no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação detalhada do caso.
Encaminhada ao DHPP, a mulher foi autuada em flagrante por homicídio qualificado e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça. O caso segue sob investigação para apurar todas as circunstâncias e possíveis motivações do crime, com o objetivo de evitar novas tragédias semelhantes na região.








