
Mãe é presa após confissão de homicídio de bebê de 10 meses em Jaboatão dos Guararapes (Foto: Instagram)
Em maio de 2024, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, um crime de extrema violência envolvendo o desaparecimento de uma bebê de apenas 10 meses chocou o país e causou comoção nacional. A investigação policial direcionou-se a Simary Rayane da Silva, de 27 anos, mãe de dois filhos — um menino de 7 anos e a pequena Sofia Rayane — depois que detalhes perturbadores começaram a emergir nas apurações.
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Familiares e vizinhos passaram a estranhar a ausência de Sofia, que costumava acompanhar a mãe em todas as ocasiões. Nas investigações, Simary apresentou versões desencontradas: chegou a afirmar à própria mãe que a criança estava sob os cuidados de parentes paternos e, em outra situação, usou um número de telefone distinto para enviar mensagens se fazendo passar por membros da família, tentando sustentar sua narrativa. Exames e diligências, porém, apontaram que Sofia já estava morta há várias semanas.
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O caso ganhou ainda mais intensidade após o Dia das Mães, quando os parentes perceberam que a bebê continuava desaparecida e decidiram formalizar uma denúncia às autoridades. A avó materna de Sofia acionou a Polícia Militar, informando que a filha se recusava a revelar o paradeiro da criança. Horas depois, a avó retornou aos policiais e relatou que Simary havia confessado ter tirado a vida da própria filha, fato que desencadeou as buscas no imóvel da suspeita.
Na manhã do dia 22 de maio de 2024, equipes da Polícia Militar foram até a residência de Simary em Jaboatão dos Guararapes. No interior do imóvel, os agentes encontraram o corpo da bebê preservado dentro de um freezer. Segundo a corporação, o cadáver permanecia no equipamento há cerca de 30 dias, configurando um quadro de extrema crueldade e frieza que impressionou os investigadores.
Durante os depoimentos, Simary admitiu ter envenenado Sofia com chumbinho — raticida cuja comercialização é proibida no Brasil — para provocar a morte da criança. A confissão revelou o caráter intencional do crime e apontou para a utilização de substância tóxica, o que agrava a conduta e a coloca sob acusação por homicídio qualificado.
Os relatos colhidos revelaram ainda detalhes macabros: a mãe afirmava retirar o corpo da filha do freezer durante a madrugada, embalá-lo em cobertores e dormir ao lado do cadáver, como se fosse um bebê vivo. Depois, antes de sair para o trabalho, ela retornava o corpo ao equipamento de congelamento. De acordo com a perícia, essa rotina se repetiu por várias semanas, reforçando a dimensão cruel do ato.
