
Família de Ruthetty questiona prisão de irmão policial (Foto: Instagram)
A Polícia Civil do Pará prendeu preventivamente, nesta quarta-feira (3), o policial militar Ivanildo Gomes dos Santos, irmão da cantora Ruthetty, no âmbito das apurações do feminicídio da artista. Ruthetty foi encontrada morta em dezembro de 2025, em sua residência em Belém. A medida, decretada pela Justiça, é contestada pela defesa, que afirma a inocência do acusado e ressalta que ele não é apontado como autor do crime.
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O mandado de prisão foi cumprido no quartel em que Ivanildo atua na capital paraense. Conforme a corporação, as investigações tramitam sob sigilo e estão sob responsabilidade da Delegacia de Enfrentamento ao Feminicídio e Outras Mortes Violentas em Função de Gênero (Defem). Até o momento, detalhes sobre as provas que motivaram a preventiva não foram divulgados.
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A cantora foi encontrada sem vida na manhã de 3 de dezembro de 2025, dentro de seu imóvel localizado no bairro da Marambaia, em Belém. Na época, a Polícia Civil classificou o episódio como feminicídio, transferindo o caso para a Defem, especializada em mortes violentas motivadas por gênero.
Conhecida como um dos grandes nomes da música romântica paraense, Ruthetty deixou sucessos que marcaram gerações, como “Viver de Ilusão” e “Amor da Minha Vida, Eterno Amor”. Seu velório reuniu familiares, amigos e admiradores, enquanto a polícia iniciou diligências que incluíram perícias, análise de imagens de câmeras de segurança e coleta de depoimentos.
A família da cantora manifestou insatisfação com a prisão de Ivanildo. Uma das irmãs afirmou à Defem que não teve acesso aos detalhes das investigações e ressaltou ter sido ela a encontrar o corpo de Ruthetty. “Meu irmão é polícia, jamais ele faria algo contra minha irmã”, declarou, acrescentando que o sigilo das apurações dificulta o acompanhamento do caso pelos parentes.
Em abril deste ano, outro homem foi detido em flagrante como principal suspeito do homicídio de Ruthetty. Ele foi localizado no distrito de Mosqueiro, em Belém, em meio a investigações ligadas ao tráfico de drogas. Durante a ação, a polícia apreendeu porções semelhantes à cocaína e ao oxi, além de dinheiro em espécie, e já o vinculava ao assassinato da cantora.
A defesa de Ivanildo Gomes dos Santos emitiu nota afirmando que a prisão tem caráter processual, voltada à preservação das apurações, e que ele não é apontado como executor ou principal suspeito. Os advogados ressaltam que seu cliente sempre buscou colaborar com as investigações e que existem diferentes linhas de apuração, incluindo a versão de que outro suspeito chegou a admitir a autoria do crime.
