
Henry Borel em momento de alegria antes da tragédia (Foto: Instagram)
O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro encerrou, na quarta-feira (04 de junho de 2026), o julgamento do caso Henry Borel, apontado como o mais longo da história da corte. No veredito, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, foi declarado culpado pela morte do menino de quatro anos, ocorrida em março de 2021.
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O Ministério Público obteve a condenação de Jairinho a 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e tortura. Monique Medeiros, mãe de Henry, foi sentenciada a um ano e quatro meses de detenção por omissão diante das agressões, pena considerada como já cumprida, e recebeu perdão judicial quanto à acusação de homicídio.
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Delegados, médicos legistas, peritos, familiares e babás foram chamados a depor, assim como os réus Jairinho e Monique. Durante o processo, Monique acusou o ex-vereador pelas agressões que teriam ceifado a vida do filho e chegou a se emocionar em vários momentos ao descrever o que definiu como violência doméstica.
O Ministério Público apresentou fotografias de Henry ao lado do pai, Leniel Borel, e imagens de câmeras de segurança no elevador do edifício, nas quais a criança aparece com a mãe e Jairinho pouco antes do crime. A defesa de Monique exibiu vídeos que mostravam instantes de afeto entre mãe e filho, alegando que ela era vítima de relacionamento abusivo, argumentação rejeitada pela defesa do ex-vereador. Após as sustentações, os jurados se reuniram e confirmaram a condenação de ambos.
O caso teve início em março de 2021, no apartamento da família na Barra da Tijuca. Na época, Monique e Jairinho atribuíram a morte de Henry a uma queda da cama, versão desmentida pela perícia oficial, que detectou ferimentos incompatíveis com um acidente doméstico.
Segundo o Instituto Médico-Legal, a criança apresentava 23 lesões por todo o corpo e morreu em razão de hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação contundente. As investigações também apontaram indícios de agressões anteriores, evidenciando um histórico de maus-tratos.
