Irmão mata homem a tiros enquanto ele atacava o próprio pai

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Revólver caseiro usado em conflito familiar no povoado Corujão, Codó (MA). (Foto: Instagram)

Um homem morreu após ser atingido por tiros deflagrados pelo próprio irmão na tarde de terça-feira (02), no povoado Corujão, área rural de Codó, no Maranhão. Conforme relatos iniciais da Polícia Militar, o conflito surgiu quando a vítima tentou agredir o pai com uma arma branca, gerando reação imediata do irmão, que utilizou uma arma de fogo artesanal para defender o familiar. O caso ganhou repercussão na região e mobilizou equipes da PM local.

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Nomes foram confirmados pelas autoridades: a vítima foi identificada como José Rocha da Silva, de 35 anos. Segundo o boletim de ocorrência, os disparos aconteceram às 17h30min, momento em que José Rocha invadiu a casa da família no Corujão portando uma faca para atacar o pai, de 60 anos. Diante do risco iminente, o irmão interveio e efetuou os tiros com um revólver caseiro, popularmente conhecido como “bate-bucha.”

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O primeiro tiro atingiu o peito de José Rocha e outro o lado esquerdo do abdômen, conforme apurado pela perícia inicial. Testemunhas contaram à Polícia Militar que, logo após os estampidos, a vítima caiu no quintal da residência, perdendo muito sangue. Moradores da vizinhança acionaram rapidamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas, ao chegar ao local, a equipe constatou que José Rocha já estava em óbito.

Apesar da gravidade, o autor dos disparos, cujo nome não foi divulgado oficialmente, fugiu em seguida para uma área de mata próxima e ainda não foi localizado pelas equipes de segurança. A Polícia Militar realizou buscas nas imediações, mas até o momento não conseguiu capturar o suspeito. Conforme o levantamento preliminar, a arma utilizada não constava em bancos de dados de armas registradas, reforçando a dificuldade de rastreamento.

O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Codó, onde ficará sob responsabilidade da equipe de homicídios do Maranhão. Investigadores iniciaram diligências, ouviram testemunhas e coletaram depoimentos de parentes, buscando esclarecer as circunstâncias exatas do crime e confirmar se houve legítima defesa. À medida que novas informações surgirem, a polícia deve entrar em contato com a imprensa para atualizar o quadro do inquérito.

O fato levantou discussões na comunidade local sobre a circulação de armamento caseiro e conflitos familiares intensos na zona rural. Lideranças de Codó manifestaram preocupação com episódios semelhantes e solicitaram reforço no policiamento da área. Familiares da vítima ainda não se pronunciaram oficialmente e enfrentam o luto com apoio de vizinhos. O pai, alvo do ataque, está em estado de choque, recebendo acompanhamento psicológico.