
Guilherme Sobrinho Keler Vieira, acusado de feminicídio, e a vítima Sthefany Silva Lima (Foto: Instagram)
O suspeito Guilherme Sobrinho Keler Vieira, de 26 anos, é apontado pela polícia como autor do feminicídio da enfermeira Sthefany Silva Lima, sua ex-companheira. O crime ocorreu na tarde de quarta-feira (3) no bairro Parque Regina, na Zona Sul de São Paulo, véspera do feriado de Corpus Christi. Relatos indicam que ele fingia ser policial e usava o perfil de agente para intimidar a vítima, o que reforça a gravidade da ação.
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Sthefany foi assassinada em frente à própria mãe, dentro da casa onde morava, gerando comoção na vizinhança. Testemunhas informaram que o casal havia se separado há cerca de um mês, mas ainda mantinha contato por mensagens. A distância, porém, não afastou o risco, já que Guilherme mantinha forte obsessão pela ex. O crime chocou a região, motivando rápida mobilização das equipes de investigação.
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As autoridades descobriram indícios de que o feminicídio pode ter sido premeditado. Na bio do Instagram de Guilherme, constava a frase “Morte antes da desonra”, o que levou os investigadores a suspeitar de planejamento antecipado. Além disso, a falsa identidade de policial reforça a tese de que ele teria arquitetado a abordagem, criando cenário de autoridade para surpreender a ex-namorada. A polícia trabalha com a hipótese de crime passional, agravado pela simulação de cargo público.
Após o homicídio, o agressor fugiu em um carro modelo Palio de cor azul. O veículo foi rastreado por câmeras de monitoramento, que indicam trajeto em direção ao Paraguai. Até o momento, não há confirmação de fronteiras cruzadas, mas a rota está sendo acompanhada pelas autoridades de imigração e policiais rodoviários. A condição de foragido aumenta os recursos mobilizados pela 89ª Delegacia de Polícia, responsável pela apuração do caso.
Familiares informaram que o relacionamento entre Guilherme e Sthefany teve início em 2023, mas entrou em crise no último mês. O termo circunstanciado será registrado nas próximas horas no 89º Distrito Policial, situado no Portal do Morumbi, onde acontecerão novas oitivas e diligências. O caso segue em aberto, com equipes da Polícia Civil de São Paulo buscando localizar o suspeito e coletar provas que esclareçam a dinâmica do crime.







