
Rosane Vinck, 45 anos, vítima de feminicídio em Medianeira (PR) (Foto: Instagram)
O assassinato de Rosane Vinck, 45 anos, chocou Medianeira, no oeste do Paraná, após informações de que o estudante Stenio Biesdorf Martendal, 23 anos, teria cometido o crime depois de uma discussão sobre pagamento por um programa sexual. Conforme depoimento à Polícia Civil, o jovem afirmou ter “perdido a cabeça” quando a vítima o teria ameaçado de denunciá-lo por estupro. A divulgação do caso gerou repercussão nacional, sobretudo em razão da brutalidade do ato e da acusação de tentativa de ocultar provas após a consumação do homicídio.
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As investigações apontam que o crime ocorreu em janeiro de 2025 na residência do estudante. De acordo com os peritos, Stenio teria esquartejado o corpo de Rosane, cortando membros e partes do tronco em diferentes segmentos. Em seguida, ele colocou os pedaços em recipientes contendo soda cáustica, numa tentativa de dificultar a identificação e destruir vestígios biológicos. Essa prática resultou em um estado de decomposição acelerado, o que agravou o horror da ação e deixou moradores da região consternados diante da reconstituição dos fatos.
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O desaparecimento de Rosane foi denunciado à polícia por amigas, que não obtinham mais contato com a vítima. Durante as diligências, os agentes rastrearam o celular dela e identificaram o último apontamento de sinal próximo à residência do acusado. No local, os investigadores encontraram Stenio com ferimentos aparentes e roupas manchadas de sangue. Confrontado com as evidências, o estudante confessou o homicídio ainda no momento da abordagem, detalhando como teria executado o ato após perder o controle emocional.
Peritos do Instituto de Criminalística explicam que o uso da soda cáustica pode desencadear uma reação de saponificação, na qual as gorduras corporais se transformam em substância semelhante a sabão. Esse processo não apenas dificulta a preservação de provas como também tende a desconfigurar características que auxiliam na identificação da vítima. A gravidade do método agrava o crime, pois demonstra planejamento e requintes de crueldade. Familiares e vizinhos relatam surpresa com o desdobramento das investigações diante da extensão da violência empregada.
Stenio foi preso em flagrante e responderá por feminicídio e ocultação de cadáver. A Polícia Civil investiga se houve premeditação ou se outras circunstâncias podem agravar a pena, como violência excessiva ou recurso que dificultou a defesa da vítima. O inquérito seguirá em sigilo e deve ser remetido ao Ministério Público em breve, para que seja oferecida denúncia e iniciada a ação penal. Enquanto isso, a comunidade local continua acompanhando o caso, abalada pela brutalidade do crime.







