
“Bruxo John Alex” é preso em SC (Foto: Instagram)
O homem de 25 anos, Alex Gomes Soares dos Santos, conhecido como “Bruxo John Alex”, foi detido em São Lourenço do Oeste, no Oeste de Santa Catarina, na terça-feira (3). A ação da polícia ocorreu após a obtenção de vídeos que indicam que ele teria torturado uma mulher dentro de um imóvel usado como sede de seu templo religioso. Além da suspeita de tortura, ele também é investigado pelos crimes de ameaça, constrangimento ilegal e lesão corporal.
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De acordo com a investigação, os vídeos mostram a vítima deitada em um colchão, em situação de clara vulnerabilidade, enquanto sofria agressões físicas e verbais. As gravações foram obtidas a partir de denúncia anônima e serviram como prova principal para a autoridade policial. Segundo os investigadores, o suspeito utilizava seu suposto papel de líder espiritual para exercer influência e controle psicológico sobre os frequentadores do local.
Diante das evidências reunidas, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão na residência do investigado, situada no bairro Perpétuo Socorro. A operação foi coordenada pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), com o apoio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) e do Núcleo de Operação com Cães (NOC), garantindo o recolhimento de documentos e equipamentos eletrônicos.
Em entrevista ao Portal Bacci Notícias, a advogada Rafaela Cortina, responsável pela defesa de Alex Gomes, contestou a tipificação de tortura. “Os fatos são referentes a uma lesão corporal, e os jornais estão noticiando de forma equivocada a tortura”, afirmou. Segundo a defesa, a mulher que aparece nas imagens frequentava o local de forma esporádica, mas não mantinha nenhum vínculo de amizade ou afetivo com o investigado.
A defesa acrescentou que, no momento das agressões, o homem estaria em estado de incorporação espiritual. “Ele estava incorporado espiritualmente e, após isso, desmaiou e foi levado para casa. No vídeo, uma pessoa menciona que quem estava ali era Maria Padilha e não o Alex”, afirmou Cortina, destacando a crença em entidades utilizadas no contexto do culto kimbanda.
Alex Gomes dos Santos segue em prisão temporária e deve passar por audiência de custódia nos próximos dias. A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para apurar todas as circunstâncias do caso e identificar possíveis outras vítimas ligadas ao templo. Até o momento, não há confirmação de novos envolvidos ou denúncias adicionais.
