
Homem é detido ao filmar vizinha durante banho em condomínio de Jaboticabal (Foto: Instagram)
Na tarde de 1º de junho de 2026, um homem de 22 anos foi detido em Jaboticabal, interior de São Paulo, depois de ser flagrado filmando enquanto sua vizinha tomava banho em seu apartamento. As imagens, captadas clandestinamente por meio de celular, foram feitas dentro de um condomínio residencial, e a Polícia Militar foi acionada imediatamente. O suspeito deve responder pelo crime de registro não autorizado da intimidade, previsto no Artigo 216-B do Código Penal.
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Conforme relatos de testemunhas, o autor do crime circulava pelo pátio do condomínio e parou embaixo da janela do banheiro do imóvel localizado no térreo. Uma pessoa que passava pelo local registrou em vídeo o momento em que o homem tirou o celular do bolso e apontou o aparelho em direção à janela. A vítima, concentrada em seu banho, não percebeu de imediato a filmagem proibida.
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Após o flagrante, agentes da Polícia Militar cercaram o suspeito e efetuaram sua prisão em seguida. Ele foi levado ao 1º Batalhão da PM em Jaboticabal, onde houve a formalização da detenção em flagrante. Em seguida, o homem foi encaminhado à delegacia da Polícia Civil em Ribeirão Preto. Durante o procedimento, os policiais apreenderam o celular utilizado nas filmagens, que será periciado para avaliar se há outras gravações sem consentimento.
Na delegacia, o caso foi registrado no sistema de ocorrências e passou à responsabilidade da Polícia Civil, que dará continuidade às investigações. A apuração busca identificar se o rapaz já vinha monitorando a vítima anteriormente, se existem vídeos armazenados em outros dispositivos ou em nuvem e se houve compartilhamento não autorizado. Também serão analisadas imagens das câmeras de segurança do condomínio e colhidos depoimentos de moradores.
Além de responder judicialmente pela violação da intimidade, o suspeito enfrenta medida protetiva solicitada pela mulher, que garantiu afastamento e proibição de contato. A Justiça deve decidir em audiência os termos da proteção. O inquérito está em curso e a defesa do homem ainda não se pronunciou. Se condenado, ele pode cumprir pena de um a cinco anos de prisão, além de multa, conforme prevê o Código Penal.
