
Promotor agride homem algemado em fórum de Campo Grande (Foto: Instagram)
Um vídeo de câmera de segurança que viralizou recentemente mostra um promotor de Justiça desferindo golpes em um homem algemado no interior de um fórum em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. As imagens, registradas em fevereiro, ganharam repercussão apenas agora, motivando abertura de apurações internas no Ministério Público estadual.
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De acordo com as gravações, o investigado foi conduzido por policiais penais após participar de uma audiência de custódia na Casa da Mulher Brasileira. Em seguida, ele foi levado até uma sala onde estava o promotor Izonildo Gonçalves de Assunção Júnior. Sem qualquer ação de resistência, o homem foi empurrado para uma cadeira e golpeado enquanto permanecia algemado.
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O investigado, identificado como Paulo Ricardo Oliveira de Moraes, afirma em carta manuscrita que as agressões se iniciaram após perguntar o nome do promotor. Ele relata ter sofrido cortes na testa e sangramento no momento da abordagem. Segundo seu depoimento, policiais teriam pressionado para que ele não realizasse exame de corpo de delito e mantido ameaças mesmo depois de sua transferência ao sistema prisional.
Em nota, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul esclareceu que o caso está sob análise da Corregedoria-Geral e também em procedimento criminal conduzido pela Procuradoria-Geral de Justiça. A instituição afirmou que as investigações levarão em conta todo o contexto, incluindo supostas ameaças de morte feitas pelo investigado durante a audiência de custódia anterior às agressões, e que não fará julgamentos antecipados.
Izonildo Gonçalves de Assunção Júnior integra o Ministério Público estadual desde 2003, com atuação focada em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. O órgão reforçou que eventual adoção de medidas disciplinares ou criminais dependerá dos resultados dos apuratórios em andamento.
Dados do Sistema de Automação da Justiça apontam que Paulo Ricardo Oliveira de Moraes possui registro de processo por tráfico de drogas, aberto em 2019 e ainda em curso nos sistemas judiciais.
Enquanto a investigação prossegue, as autoridades buscam esclarecer todas as circunstâncias do episódio e definir as responsabilidades dos envolvidos.








