Polícia investiga desaparecimento de bebê em Lagoa Santa após depoimentos divergentes dos pais

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Viatura da Polícia Civil em diligência pela investigação do desaparecimento de bebê em Lagoa Santa (MG) (Foto: Instagram)

A Polícia Civil de Minas Gerais está conduzindo investigações sobre o desaparecimento de um bebê de 8 meses em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O registro do caso ocorreu em 27 de maio, mobilizando equipes da corporação após surgirem informações conflitantes fornecidas pelos pais sobre o paradeiro e a condição da criança. O mistério em torno do sumiço do corpo e da veracidade dos relatos ganhou grande repercussão na cidade, levantando hipóteses sobre maus-tratos e omissões.
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Segundo o boletim de ocorrência, o episódio começou a ser apurado depois que pessoas próximas à mãe acionaram a Polícia Militar ao receberem mensagens em que ela afirmava que o filho estaria morto. De pronto, os militares passaram as informações ao plantão da Polícia Civil. As viaturas se dirigiram ao imóvel do casal, situado no bairro Shalimar, onde encontraram os dois em aparente estado de nervosismo e prestaram os primeiros depoimentos.
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No decorrer dos interrogatórios, a mãe apresentou versões inconsistentes para justificar o sumiço do bebê. Em um relato inicial, disse que a criança teria sido agredida por um credor. Em seguida, afirmou que o companheiro seria o autor de um ataque contra o filho. Mais tarde, ela declarou estar sendo ameaçada por traficantes após colaborar com investigações policiais e disse que uma conhecida, identificada como Adriana, auxiliava nos cuidados do bebê em sua ausência. Em um dos relatos, a mulher acusou Adriana de ter matado o menino como retaliação; em outro, contou que, ao acordar, encontrou a criança sem vida, com lábios arroxeados, e que a mesma amiga teria retirado o corpo sem revelar o destino.

O pai, por sua vez, apresentou uma narrativa divergente. Segundo ele, o casal fazia uso cotidiano de drogas e teria permitido que Adriana frequentasse a casa para fornecer entorpecentes. Conforme o depoimento, na noite do desaparecimento o bebê teria recebido uma dose de clonazepam para dormir. Ao despertar, a criança teria sido encontrada sem sinais vitais. Temendo as consequências legais, o casal entregou o corpo à mulher, que supostamente o descartou em um rio da região.

Durante a perícia e vistoria na residência, os agentes registraram condições precárias de higiene e organização: montes de lixo, garrafas de bebidas alcoólicas vazias, objetos quebrados e indícios claros de consumo de substâncias ilícitas. Apesar das buscas em áreas próximas ao imóvel e de ações de inteligência, o corpo do bebê não foi localizado e não há confirmação oficial de que a criança tenha morrido.

Os dois pais foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos, mas liberados em seguida por não se caracterizar situação de flagrante delito. Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais afirmou que as investigações continuam focadas na localização da criança e no esclarecimento completo das circunstâncias que envolveram o episódio. Novos detalhes serão divulgados conforme o avanço das diligências.