Phillip Herron, de 34 anos, tirou a própria vida após enfrentar dificuldades financeiras enquanto aguardava a aprovação de um benefício social no Reino Unido. Pai solteiro de três filhos, ele acumulava cerca de R$ 136 mil em dívidas. Após sua morte, uma carta de despedida encontrada pela família trouxe detalhes sobre a situação vivida por ele.
Segundo a família, Phillip havia deixado o emprego em uma fábrica para cuidar dos filhos pequenos. Com a perda da renda, passou a enfrentar dificuldades para manter as despesas da casa, pagar contas e quitar empréstimos. Entre os débitos estavam valores devidos a bancos, empresas de serviços e instituições de crédito com juros elevados.
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No dia 18 de março de 2019, ele estacionou o carro em uma estrada rural e publicou nas redes sociais uma foto em que aparecia chorando. Pouco depois, morreu.
A mãe dele, Sheena Derbyshire, acredita que a demora na liberação do Universal Credit, programa de assistência social do governo britânico, contribuiu para o agravamento da situação. Em entrevista à imprensa local, ela afirmou que a espera pelo benefício foi “a gota d’água” para o filho.
Após a morte, familiares encontraram documentos que revelavam a extensão dos problemas financeiros enfrentados por Phillip. Além das dívidas, havia uma notificação de despejo relacionada ao imóvel onde ele morava.
Ao acessar o celular do filho, Sheena encontrou gravações de ligações, mensagens e registros que ajudaram a reconstruir os últimos meses de sua vida. Segundo ela, o material mostrava uma mudança significativa em seu comportamento. A mãe relatou que, ao ouvir as conversas, percebeu o sofrimento emocional vivido por Phillip e afirmou que estava “tentando reconstruir a vida dele”, enquanto observava o quanto ele havia mudado naquele período.
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As dificuldades também impactavam os filhos. De acordo com Sheena, as crianças chegaram a comentar que “o Papai Noel não tinha vindo” no Natal, um reflexo das limitações financeiras enfrentadas pela família. Outro aspecto que marcou os familiares foi a carta deixada por Phillip. Segundo a mãe, ele escreveu que acreditava que sua família estaria melhor sem sua presença.
Anos após a tragédia, Sheena continua defendendo mudanças no sistema de assistência social britânico e espera que a história do filho ajude a conscientizar outras pessoas sobre os efeitos das dificuldades financeiras e do sofrimento emocional. Ao falar sobre a perda, ela afirmou que “nunca vai ficar bem” e que não passa um dia sem sentir falta do filho.
A mãe também deixou um apelo para quem enfrenta momentos difíceis. Segundo ela, ninguém toma uma decisão como essa de forma repentina e existe um acúmulo de sofrimento ao longo do tempo. Por isso, incentiva que as pessoas conversem com familiares, amigos ou profissionais especializados antes que a situação se torne insustentável.














