
Mãe de Antônio Marcos clama por justiça no velório em Porto Velho (RO) (Foto: Instagram)
O velório do motorista de aplicativo Antônio Marcos dos Santos Filho, 23 anos, conhecido como “Gordinho da Revoada”, foi marcado por comoção em Porto Velho (RO) nesta terça-feira (2). O corpo do jovem foi encontrado em uma estrada na Bolívia, depois que ele foi obrigado a gravar um vídeo pelos criminosos antes de ser executado. A mãe, Gleisiane, falou pela primeira vez sobre a dor de ter visto as imagens da morte do filho.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
A despedida ocorreu um dia depois de o cadáver ser localizado próximo a Guayaramerín, cidade boliviana na fronteira com Rondônia. Familiares e amigos compareceram em massa ao velório, que encerrou dias de busca intensa e apreensão por parte dos parentes.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
O crime chocou Rondônia pela crueldade registrada no vídeo gravado pelos próprios autores, que documentaram as últimas palavras forçadas do motorista antes de disparar contra ele. Durante o velório, Gleisiane pediu que todos os responsáveis sejam identificados e levados à Justiça, num apelo por punição exemplar.
Em entrevista concedida ao perfil de Jhon Silva, a mãe expressou o impacto emocional do episódio, revelando que a família vive instantes de desolação. Ela clamou pela elucidação do caso e pela responsabilização de cada participante, em meio ao luto e à angústia que ainda persiste.
"É muito doído para uma mãe ver a morte do filho como eu vi", afirmou Gleisiane, lembrando-se das cenas violentas captadas em vídeo que foram encaminhadas aos familiares. O relato comoveu quem acompanhava o funeral e reforçou o pedido de Justiça.
Até o momento do funeral, parentes ainda não obtiveram respostas sobre a motivação do crime. A mãe ressaltou a necessidade de esclarecer os fatos e compreender as circunstâncias que levaram à execução de Antônio Marcos, enquanto aguarda avanços na investigação.
As imagens coletadas na estrada boliviana e outros vestígios deixados no local servem de base para as investigações da Polícia Civil de Rondônia. A força-tarefa espera identificar os suspeitos que participaram da ação e compreender o roteiro usado pela quadrilha na fronteira.
O corpo foi achado na segunda-feira (1º) perto de Guayaramerín, rota conhecida por trafegos clandestinos. A localização encerrou a vigília dos parentes, que se mobilizaram desde o desaparecimento em Porto Velho. No entanto, o processo se mantém aberto até que os mandantes e executores sejam formalmente indiciados.







