Entenda como a nova sobretaxa dos EUA pode impactar o seu bolso

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Donald Trump e o governo Lula preparam retaliação a nova sobretaxa dos EUA (Foto: Instagram)

O Brasil já se prepara para enfrentar uma nova sobretaxa dos Estados Unidos, que pode variar entre 10% e 15%, a ser aplicada aos produtos nacionais. Esse adicional se somaria ao aumento de 25% anunciado há pouco, motivado por preocupações como desmatamento e suposto uso do Pix em práticas comerciais inadequadas. A iniciativa americana baseia-se numa apuração sobre eventuais casos de trabalho forçado. Diante da iminência de tal anúncio pela gestão Trump, o governo Lula convocou uma reunião ministerial de emergência na terça-feira (2) para definir a resposta brasileira.

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Essa sobrecarga tarifária deve refletir diretamente no bolso do consumidor, pois elevará os custos de importação e possivelmente repassará preços mais altos em produtos que dependem de insumos brasileiros. Com o cenário de inflação já pressionado, empresas e famílias poderão observar ajustes no valor de bens como alimentos, móveis e peças automotivas, dependendo do grau de exposição das cadeias produtivas às novas alíquotas.

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A ofensiva dos EUA tem origem numa investigação do Escritório do Representante Comercial norte-americano (USTR), previsto na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Esse dispositivo autoriza medidas retaliatórias contra práticas consideradas desleais, como o alegado uso de trabalho forçado. No total, 60 países, incluindo o Brasil, estão sob a mira do USTR, segundo Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, que em março afirmou haver concorrência desleal para americanos.

Em abril, o Brasil respondeu formalmente às acusações, argumentando que sanções unilaterais seriam desproporcionais. O governo destacou o reconhecimento internacional do país no combate ao trabalho escravo, citando a “lista suja” do Ministério do Trabalho, que registra empresas flagradas em infrações e tenta inibir irregularidades. A Defesa brasileira sustenta que tais restrições relativas a práticas trabalhistas já recebem atenção e controle rígido.

Na tarde de terça-feira (2), o Planalto realizou reunião ministerial de emergência para alinhar a retaliação diplomática e comercial. No entendimento de auxiliares presidenciais, a iniciativa tarifária de Trump busca ampliar a pressão em negociações bilaterais e obter concessões do Brasil em áreas estratégicas. Caso o USTR conclua que as ações brasileiras contra o trabalho análogo à escravidão são insuficientes, medidas adicionais — como tarifas extras ou outras barreiras comerciais — poderão ser impostas pela Casa Branca.