Bebê desaparecido em Lagoa Santa (MG) teria sido dopado e descartado em rio

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Agente da Polícia Civil de Minas Gerais em diligência em Lagoa Santa. (Foto: Instagram)

A Polícia Civil de Minas Gerais apura o sumiço de um bebê nascido em setembro de 2025 em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os pais deram depoimentos conflitantes, o que levou os investigadores a suspeitarem de dopagem da criança e de seu descarte em um rio.

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O caso foi registrado inicialmente como abandono de incapaz, mas mudou de patamar após as contradições nos relatos do casal e a hipótese de morte do bebê. A polícia passou a tratar o episódio com maior rigor, incluindo apurações sobre o possível uso indevido de medicamentos.

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A investigação começou em 27 de maio, depois que amigos dos pais acionaram a Polícia Militar. Eles relataram que a mãe teria enviado mensagens informando a morte do bebê. As explicações são desencontradas: ora atribui o óbito a um cobrador de dívidas, ora acusa o próprio companheiro.

Ao chegar à casa do casal, no bairro Shalimar, os agentes encontraram o imóvel em estado precário, com acúmulo de lixo, garrafas de bebida alcoólica, móveis quebrados e pinos vazios de cocaína. Segundo a polícia, ambos admitiram uso de drogas e exibiam mudanças de comportamento, como desatenção e oscilações de humor.

Nos depoimentos, a mãe relatou versões distintas sobre o que ocorreu. Em uma delas, afirmou que traficantes teriam matado o bebê como retaliação; em outra, disse ter encontrado o filho já sem vida, com os lábios roxos, após dormir ao lado dele. O pai, por sua vez, contou que chamaram uma mulher para ajudar nos cuidados porque a mãe sofria de depressão pós-parto.

Em um depoimento gravado, o homem declarou que, na noite do desaparecimento, a mãe administrou clonazepam em dose excessiva para acalmar a criança. Ao acordarem, constataram a ausência de sinais vitais. Com receio das consequências, teriam entregado o corpo à cuidadora, que o embrulhou em tecidos e lançou em um rio próximo a Ipatinga, no Vale do Aço.

Durante as buscas na residência, foram recolhidos documentos da criança, como certidão de nascimento e guia de alta hospitalar, mas nenhum vestígio do corpo ou indicação do paradeiro foi achado. O casal prestou esclarecimentos na delegacia e foi liberado por não haver flagrante. A Polícia Civil mantém as investigações para localizar o bebê, elucidar os fatos e responsabilizar possíveis envolvidos.