
Jovem de 14 anos foi vítima de feminicídio em Córdoba (Foto: Instagram)
A estudante Agostina Vega, de 14 anos, desapareceu em 23 de maio e teve seu corpo esquartejado achado em um terreno baldio na periferia de Córdoba, na Argentina. O caso, que chocou moradores locais, ganhou repercussão após as autoridades confirmarem que a vítima ficou desaparecida por uma semana até o trágico desfecho. A localização ocorreu em Ampliación Ferreyra, área conhecida por lotes abandonados, onde peritos recolheram vestígios importantes.
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Investigações apontaram Claudio Barrelier, de 33 anos, ex-companheiro da mãe da jovem, como principal suspeito. Imagens de câmeras de segurança mostram Agostina entrando na casa de Barrelier na noite em que desapareceu. Além disso, o taxista Ariel, que prestou o serviço à adolescente, reconheceu ter deixado a menor no endereço do suspeito. Barrelier foi preso logo após a identificação e responderá pelo crime de feminicídio conforme a legislação argentina.
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Melisa Heredia, mãe de Agostina, descreveu os momentos que antecederam o desaparecimento. Segundo ela, a filha e o irmão haviam saído para comprar empanadas na lanchonete do avô, próxima ao lar familiar. Ao perceber que Agostina não tinha voltado, Melisa ligou repetidas vezes para o celular da menina, mas não obteve resposta. A preocupação se transformou em desespero quando foi informada do paradeiro do carro em que a adolescente havia embarcado.
O taxista Ariel relatou que foi a última pessoa a ver Agostina com vida. Ele contou às autoridades que recebeu um chamado para levá-la ao cruzamento das ruas Juan del Campillo e Fragueiro, onde encontraria o homem que agora figura como suspeito. De acordo com o motorista, Barrelier pagou parte da tarifa em pesos argentinos e completou o valor com um dólar. Essas informações reforçaram a linha de investigação em direção ao ex-companheiro da mãe.
A operação de busca pelo corpo da adolescente envolveu mais de 200 policiais, cães farejadores, helicópteros e drones. O cerco foi montado especialmente em Ampliación Ferreyra, região afastada e de difícil acesso. Peritos forenses e agentes de polícia vasculharam cada centímetro do terreno baldio até localizarem os restos mortais de Agostina. A ação contou também com depoimentos de moradores que relataram movimentações suspeitas.
Atualmente, Claudio Barrelier permanece detido em uma delegacia de Córdoba e enfrenta acusação formal de feminicídio, crime previsto no código penal argentino. A família de Agostina exige celeridade no processo e cobra que a justiça seja rigorosa. A repercussão do caso motivou atos públicos e manifestações em defesa dos direitos das mulheres, acendendo o debate sobre a necessidade de políticas mais efetivas contra a violência de gênero.







