Quais facções aparecem ao lado de PCC e CV na lista de terrorismo dos EUA

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Os Estados Unidos passaram a classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), colocando as duas maiores facções do Brasil na mesma categoria de cartéis e grupos criminosos internacionais monitorados pelo Departamento de Estado. A designação foi anunciada em 28 de maio e passa a valer oficialmente em 5 de junho de 2026, segundo comunicado da diplomacia americana.

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Diversos grupos latino-americanos já constavam em listas similares dos EUA. Entre eles destacam-se o Tren de Aragua e o Cartel de los Soles, ambos associados ao regime venezuelano em denúncias de tráfico de drogas e outras atividades ilícitas.

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O Tren de Aragua surgiu em 2012 dentro da prisão de Tocorón, na Venezuela, e se tornou um dos grupos mais violentos da América do Sul. As autoridades dos EUA o responsabilizam por tráfico de drogas, extorsões, sequestros, assassinatos e controle territorial em diversos países, incluindo Colômbia, Peru, Chile e Equador. Segundo o governo americano, o grupo usa métodos extremos como execuções sumárias e esquartejamentos para manter seu domínio.

O Cartel de los Soles é acusado pelos EUA de atuar em conluio com oficiais militares venezuelanos de alta patente para facilitar o envio de drogas aos Estados Unidos. Apesar da falta de evidências públicas sobre sua estrutura formal, a Casa Branca alega que a organização integra redes de narcotráfico transnacional. Caracas, por sua vez, nega as acusações e classifica a medida como motivação política.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, justificou a inclusão de PCC e Comando Vermelho como resposta à expansão internacional das facções, às rotas de tráfico de drogas e à violência atribuída a ambos. Conforme o Departamento de Estado, as organizações exercem influência não só em vários países da América Latina, mas também em comunidades nos Estados Unidos.

Com a nova designação, as autoridades americanas poderão impor sanções financeiras mais severas, bloquear bens relacionados às facções e intensificar cooperações internacionais para combater integrantes e possíveis colaboradores. No Brasil, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva já manifestou preocupação, alegando que PCC e CV agem principalmente por motivação financeira, sem o caráter ideológico tradicional que define o terrorismo.