Coach britânico que superou câncer morre após procedimento com toxina da rã amazônica

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Kristian Trend, coach britânico de bem-estar, morreu após ritual de “desintoxicação” com kambo (Foto: Instagram)

O coach britânico Kristian Trend, de 40 anos, atuante na área de bem-estar e conhecido por promover terapias alternativas, faleceu no mês passado no Reino Unido após realizar um ritual de “desintoxicação” com kambo. A substância tóxica é extraída da secreção da rã-folha-gigante da Amazônia, também chamada rã-macaco-gigante. Embora o procedimento seja divulgado como técnica para purificação corporal e espiritual, não há comprovação científica de seus benefícios e já existem relatos de complicações sérias.

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Nesse ritual, praticado originalmente por povos indígenas amazônicos, o kambo é aplicado sobre pequenas queimaduras circulares na pele após os participantes ingerirem grande quantidade de água. Acredita-se que o método provoque uma “limpeza” interna, mas, na prática, ele desencadeia reações intensas como náuseas, vômitos e diarreia, o que pode agravar quadros de desidratação e desequilíbrios eletrolíticos.

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De acordo com os relatos da família, Kristian havia vencido um linfoma de Burkitt, um câncer sanguíneo de evolução agressiva, e, após esse episódio, dedicou-se integralmente a terapias holísticas e atividades espirituais. Em suas redes sociais, ele compartilhava relatos de superação física e emocional, reforçando sua crença em métodos alternativos para manter a saúde e o equilíbrio.

Especialistas em medicina alertam que não existem estudos confiáveis que comprovem efeitos terapêuticos do kambo. Pelo contrário, pesquisas indicam riscos elevados, incluindo convulsões, insuficiência hepática, ataques cardíacos, alterações neurológicas e até morte súbita. Autoridades de saúde recomendam cautela diante do uso de substâncias potencialmente tóxicas sem acompanhamento clínico rigoroso.

Angie, mãe de Kristian, afirmou ao jornal The Telegraph que o filho realmente acreditava estar vivenciando um processo de purificação espiritual e jamais imaginou um resultado fatal. Ela espera que, com esse caso, autoridades e órgãos reguladores adotem medidas para alertar o público sobre os perigos de rituais não fundamentados em evidência científica, prevenindo futuras tragédias.