Perito apresenta detalhes chocantes da morte de Henry Borel

Posted by


Henry Borel em foto familiar antes da tragédia (Foto: Instagram)

Em seu depoimento no quinto dia de julgamento de Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Junior, o médico-legista Luiz Carlos Prestes expôs no II Tribunal do Júri novas informações sobre a morte do menino Henry Borel. O perito declarou que as lesões encontradas no corpo de Henry não seriam compatíveis com uma queda da cama ou com procedimentos corretos de reanimação cardiopulmonar. Prestes enfatizou que a análise pericial apontou lesões graves na região abdominal e craniana, sinalizando uma dinâmica de agressão.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

Durante o interrogatório, o especialista detalhou que o edema cerebral e as hemorragias localizadas no crânio e no corpo colaboraram para o agravamento do quadro clínico. Entretanto, a principal causa do óbito teria sido uma hemorragia interna resultante da ruptura do fígado. Segundo o laudo apresentado, essa lesão só poderia ocorrer por impacto intenso, incompatível com impactos leves ou acidentes domésticos, contrariando as versões inicialmente sustentadas pela defesa dos réus.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

O perito também afastou a hipótese de massagem cardíaca ter provocado os ferimentos. Prestes explicou que a técnica de reanimação se aplica em região distinta e não gera escoriações ou hemorragias internas nessa proporção. Além disso, ele ressaltou que os sinais observados no corpo de Henry, como manchas de sangue e lesões subcutâneas, evidenciaram forte ação externa e não podem ser atribuídos a manobras de primeiros socorros ou quedas acidentais.

Outro ponto destacado pelo legista foi o momento em que a hemorragia se iniciou: enquanto a criança ainda estava viva. De acordo com Prestes, os sinais de flacidez muscular e ausência de reflexos demonstravam que Henry não apresentava consciência ou resistência no momento do trauma. Esse quadro reforça a versão de agressão prolongada, uma vez que o corpo já se encontrava inerte antes mesmo de ser levado ao hospital.

Em relação à dinâmica dos fatos, o perito afirmou que a ruptura hepática indica força considerável aplicada sobre o abdômen. Segundo ele, acidentes domésticos, como uma queda da cama, dificilmente provocariam múltiplas lesões internas e externas, muito menos levariam a uma hemorragia tão severa. “Essa criança sofreu. Além dos ferimentos visíveis, a morte foi lenta”, declarou Prestes, corroborando os laudos que apontam para violência intencional contra o menino.

No julgamento, o Ministério Público acusa Jairinho de agredir Henry repetidas vezes, enquanto Monique Medeiros é apontada por omissão, já que não teria impedido as agressões. Investigações revelaram mensagens que alertavam Monique sobre o comportamento agressivo do companheiro, informação considerada crucial para o processo. Conforme o laudo, Henry foi levado ao hospital sem vida e apresentava 23 lesões, reforçando a gravidade dos fatos e a necessidade de responsabilização dos envolvidos.