Mais de 1 milhão ainda não enviaram Imposto de Renda; prazo termina nesta sexta (29)

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Mais de 1 milhão de contribuintes pendentes às vésperas do prazo final do IR 2026 (Foto: Instagram)

Faltando poucas horas para o encerramento do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2026, ainda há mais de 1 milhão de contribuintes que não enviaram seus dados à Receita Federal. Quem não cumprir o prazo final, marcado para esta sexta-feira (29), estará sujeito a penalidades previstas pela legislação tributária.

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Até agora, o órgão contabilizou 43,6 milhões de documentos recebidos, considerando declarações referentes ao ano-base 2025. O período de entrega teve início em 23 de março e se estende até o final do dia 29, quando o sistema da Receita será definitivamente fechado para novas submissões.

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Os contribuintes que deixarem de declarar até o prazo estabelecido enfrentarão a multa por atraso, cujo valor mínimo é de R$ 165,74. Essa penalidade pode subir até 20% do imposto devido, dependendo do montante apurado, o que pode representar um impacto significativo no orçamento pessoal.

Para evitar contratempos, a Receita Federal disponibiliza duas opções de envio: o Programa Gerador da Declaração (PGD), acessível no site oficial, e o serviço “Meu Imposto de Renda”, que funciona tanto na versão web quanto em aplicativos para smartphones e tablets. Dessa forma, cada contribuinte pode optar pelo meio mais conveniente.

A obrigatoriedade de declaração atinge quem teve rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584,00 em 2025, além de quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte que somaram mais de R$ 200 mil no mesmo ano. Também entram no grupo quem realizou operações em bolsas de valores acima de R$ 40 mil ou obteve ganho de capital na venda de bens sujeitos ao imposto.

Outros perfis obrigados a declarar incluem pessoas que, em 31 de dezembro de 2025, possuíam bens ou direitos cujo valor total superava R$ 800 mil, quem passou à condição de residente fiscal no Brasil ao longo do ano ou quem mantém trust no exterior. A lista ainda inclui contribuintes que optaram pela atualização de imóveis com ganho de capital diferenciado e os que reportam rendimentos de entidades controladas fora do país.