
Fachada da delegacia da Polícia Civil de São Paulo, onde o caso é investigado (Foto: Instagram)
A Polícia Civil de São Paulo investiga as circunstâncias do assassinato de um homem cujo corpo foi achado esquartejado em uma área de mata em Amparo, no interior paulista. As apurações apontam para a possibilidade de envolvimento em um suposto ritual de sacrifício humano, já que a vítima pode ter sido atraída até o imóvel antes de ser morta.
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De acordo com o delegado Sandro Montanari, responsável pelo caso, a principal linha de investigação ganhou força assim que os policiais encontraram na residência livros e materiais ligados a práticas de magia. A companheira do principal suspeito, que teria mantido contato prévio com a vítima, foi presa temporariamente na sexta-feira (29) e ficará detida por 30 dias.
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Durante as buscas, agentes apreenderam diversos itens relacionados a rituais de sacrifício, incluindo livros, documentos e objetos de uso esotérico. Também foram recolhidos dois celulares e um computador, que seguem agora em análise pericial para investigar possíveis comunicações entre os envolvidos e o planejamento do crime.
O caso teve início oficialmente após o principal suspeito, em depoimento na madrugada de domingo (24), confessar o assassinato. Ele relatou que teria matado a vítima ao surpreendê-la em uma suposta tentativa de estupro contra sua esposa. Após o homicídio, afirmou ainda ter esquartejado o corpo para dificultar a identificação e o trabalho de investigação.
Para a Polícia Civil, entretanto, a versão de legítima defesa apresentada pelo suspeito apresenta contradições e não explica a violência exacerbada encontrada no local. As duas facas usadas no crime foram apreendidas e seguem sendo examinadas pelo setor de perícia criminal. A esposa do suspeito, que inicialmente negou ter conhecimento sobre o paradeiro dos aparelhos telefônicos, foi desmentida após apreensão realizada com mandado de busca.
As autoridades aguardam os laudos de balística, digitais e de informática para esclarecer o grau de envolvimento de cada participante e verificar se houve indução ou coação na atração da vítima ao imóvel. Até o momento, nem a defesa do suspeito nem a da mulher detida emitiram posicionamentos oficiais sobre o andamento das investigações.








