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Caso Henry Borel: Monique Medeiros abandona julgamento ao ver imagens da necropsia do filho


Monique Medeiros deixa plenário abalada durante sessão do júri de Henry Borel (Foto: Instagram)

Monique Medeiros deixou o plenário do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro na sexta-feira (29) depois de passar mal ao assistir à apresentação de fotografias da necropsia de seu filho Henry Borel. As imagens foram exibidas durante o depoimento do perito criminal Luiz Carlos Leal Prestes, que descrevia os resultados do exame necroscópico. A ré, visivelmente abalada, precisou ser amparada e optou por se retirar para receber atendimento médico.

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De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), a defesa informou que Monique não se sentia bem e solicitou auxílio médico. A juíza Elizabeth Machado Louro avaliou o pedido e autorizou a saída da ré, considerando tratar-se de uma sessão dedicada a depoimentos técnicos e periciais, sem necessidade de sua permanência naquele momento.

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Monique e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, são acusados de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação de testemunha e fraude processual pela morte do menino Henry Borel. O casal responde pelas mesmas peças acusatórias e segue em julgamento no Tribunal do Júri, que prossegue com as etapas de instrução e oitiva de testemunhas especializadas.

Durante o depoimento, o perito criminal Luiz Carlos Leal Prestes fez questão de frisar que a hipótese de acidente doméstico foi completamente afastada. Segundo ele, o corpo de Henry apresentava diversas lesões consistentes com agressões físicas, indicando fortes sinais de violência. O especialista detalhou ainda as circunstâncias em que os ferimentos foram observados pelo Instituto Médico-Legal.

O perito destacou que as marcas encontradas no corpo da criança não são compatíveis com quedas ou impactos acidentais dentro de casa. Ele apontou múltiplos ferimentos por objetos contundentes e traços de espancamento em diferentes regiões, reafirmando que as lesões ocorreram por ação intencional e reiteradas agressões, e não por mero acidente doméstico.

Essa não foi a primeira reação emocional da ré durante o julgamento. No segundo dia, Monique abaixou a cabeça e cobriu o rosto ao ver outras imagens da necropsia apresentadas pela defesa de Jairinho. Já no terceiro dia, ela chorou ao acompanhar um vídeo enviado pela perícia em que Henry aparecia dançando em momentos de lazer com pessoas próximas.

Em outra fase do processo, uma médica do Hospital Barra D’Or foi ouvida pelos jurados e relatou as tentativas de reanimação realizadas na criança após sua chegada à unidade hospitalar. Conforme o testemunho, a equipe médica aplicou manobras de ressuscitação e suportes vitais, mas não conseguiu reverter o quadro de gravidade apresentado pelo menino.

Apesar da saída de Monique do plenário, o júri prosseguiu normalmente com o cronograma previsto, avançando nos depoimentos técnicos marcados para o dia. A juíza Elizabeth Machado Louro determinou que a ré retorne ao tribunal no sábado (30) para dar continuidade ao julgamento. As próximas etapas devem incluir a oitiva de outros peritos e testemunhas de acusação e defesa.

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