
Ypê retoma atividades em Amparo após autorização da Anvisa (Foto: Instagram)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (29) a retomada das atividades da unidade da Ypê, instalada em Amparo, interior de São Paulo. A decisão foi tomada após nova inspeção conjunta realizada nos dias 28 e 29 de maio, quando os fiscais confirmaram que as adequações exigidas foram efetivamente implementadas pela empresa.
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A vistoria envolveu equipes da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, do Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e da Vigilância Sanitária de Amparo. Durante a operação, a Química Amparo apresentou um plano de ação para atender aos 76 requisitos sanitários identificados na auditoria de abril e regularizar as duas linhas de produção que permaneciam paralisadas desde aquela data.
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Segundo Leandro Safatle, presidente da Anvisa, “verificamos que esta fábrica da Ypê já reúne as condições necessárias para operar com segurança e disponibilizar produtos sem risco sanitário para a população brasileira”. Ele acompanhou pessoalmente a inspeção e atestou que as melhorias nas instalações e nos processos de controle de qualidade atenderam aos padrões exigidos.
Apesar da liberação geral, segue suspensa a comercialização dos lotes que terminam com o numeral 1, classificados como potenciais produtos contaminados. Essa restrição abrange detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes fabricados pela Química Amparo em lotes com final 1, que só poderão retornar ao mercado após a apresentação de laudos de laboratórios oficialmente credenciados pela Anvisa.
Esses lotes foram interditados em 7 de maio, quando uma avaliação técnica identificou risco de contaminação microbiológica pela bactéria Pseudomonas aeruginosa nos equipamentos e nas amostras coletadas na unidade de Amparo. Na ocasião, a Anvisa havia decidido pela suspensão imediata das linhas afetadas até que as adequações solicitadas fossem comprovadas.
A Pseudomonas aeruginosa é um microrganismo comum em ambientes úmidos, como água e solo, mas pode causar infecções graves em pacientes imunossuprimidos, hospitalizados ou com feridas abertas. Especialistas alertam que essa bactéria apresenta alta resistência a medicamentos, o que dificulta o tratamento de quadros mais severos, podendo afetar pulmões, trato urinário, corrente sanguínea e a pele.
Em razão dos potenciais riscos à saúde, a Anvisa orientou o público a interromper imediatamente o uso dos produtos dos lotes bloqueados e a conferir as informações impressas nas embalagens. A agência reforça que continuará acompanhando as etapas finais de liberação dos lotes suspensos e a qualidade dos produtos comercializados pela Química Amparo e pela marca Ypê.
