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Quem era o MC GG achado em cemitério clandestino em Heliópolis


MC GG, funkeiro de Heliópolis, é identificado entre vítimas de cemitério clandestino (Foto: Instagram)

O cantor Jonas Barros de Oliveira, de 25 anos, conhecido como MC GG ou “Gigante”, foi oficialmente identificado pela Polícia Civil como uma das vítimas localizadas em um cemitério clandestino descoberto na última semana em Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo. Natural da comunidade, ele dedicava-se ao funk há cerca de sete anos e buscava consolidar sua carreira em produtoras ligadas ao rap e ao funk paulistano. Familiares relatam que ele esperava uma oportunidade para crescer no cenário musical.

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Entre segunda-feira (25) e terça (26), guardas civis metropolitanos encontraram quatro corpos enterrados em uma área de proteção ambiental gerida pela Sabesp, próxima aos famosos “prédios redondos” de Cidade Nova Heliópolis. O terreno de mata apresentava trilhas abertas e pontos com terra remexida cobertos por folhagens rasteiras. Segundo relatos da investigação, os cadáveres estavam amarrados com fitas adesivas e envoltos em tecidos, evidenciando ação premeditada e cena de ocultação de cadáver.

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Ao longo de sua trajetória, MC GG gravou videoclipes com produtoras independentes da periferia de São Paulo e chegou a participar de projetos com nomes consagrados do funk local. Há cerca de quatro meses, ele tentava estreitar laços com a DamassaClan, coletivo que atua tanto no rap quanto no funk, mas não chegou a firmar contrato oficial com o grupo.

Outro corpo já confirmado pela Polícia Civil é o de Francisco Rubens Souza Cruz, de 46 anos. Werlen Moitinho Vieira, terceiro desaparecido relacionado ao caso, ainda aguarda confirmação laboratorial de identidade, embora familiares tenham reconhecido as roupas encontradas no corpo que lhes foi indicado.

A investigação busca esclarecer se há ligação entre produtoras do universo funk e os desaparecimentos, avaliando ainda a possibilidade de envolvimento do crime organizado. Em uma postagem que foi apagada, a DamassaClan afirmou que Werlen teria sido “assassinado de forma cruel” e insinuou conexão com a morte do funkeiro MC Kevin, ocorrida em 2021.

Investigadores afirmam já ter identificado suspeitos e continuam a colher depoimentos de testemunhas para elucidar as motivações por trás das execuções. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou o reconhecimento oficial de dois corpos por familiares e a continuidade das apurações para identificar as demais vítimas e circunstâncias do caso. A Sabesp declarou que presta apoio às autoridades e confirmou o encaminhamento dos restos mortais ao Instituto Médico Legal (IML).

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