
Hannah Murray no Tribeca Film Festival em 2022 (Foto: Instagram)
A atriz Hannah Murray revelou em sua autobiografia que chegou a beber a própria urina após se envolver com uma seita espiritual na Inglaterra. Segundo ela, essa experiência, motivada pela busca de uma cura energética, acabou em isolamento, privação de sono e um grave surto psicótico que a levou a ouvir vozes e ser internada, chocando seguidores e levantando debates sobre práticas extremas em grupos ocultos.
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Mundialmente conhecida por interpretar Gilly em Game Of Thrones e Effy Stonem na série Skins, Murray detalha o episódio em The Make-Believe: A Memoir of Magic and Madness. O livro mistura memórias pessoais, bastidores da carreira e relatos sombrios, atraindo atenção pela franqueza com que a atriz expõe os perigos de mergulhar em doutrinas que prometem poderes ocultos mediante sacrifícios.
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Mesmo sem citar o nome do grupo, Murray descreve o coletivo como uma sociedade voltada ao ocultismo, cuja promessa principal era a “cura energética” de males físicos e emocionais. No entanto, as práticas envolviam isolamento afetivo, manipulação psicológica e longos períodos sem descanso, fatores que desencadearam um severo surto.
À medida que o surto se intensificava, a atriz começou a ouvir vozes que orientavam cada ação sua. Em um dos momentos mais extremos desse estado, ela acreditou participar de um rito de grande poder e pensou que sobreviveria apenas com água, ar e luz. Nesse delírio, urinou em uma xícara e bebeu o líquido, convencida de que aquele seria seu elixir de autossuficiência.
Segundo Murray, na fase mais aguda do surto, recusou qualquer alimento sólido e limitou-se a um chá adoçado. Em seguida, isolou-se em um quarto, retém o líquido corporal e consumiu-o, achando-se uma “Mestra de Rituais” e certa de que não precisaria mais comer.
O episódio terminou com a internação da atriz em tratamento psiquiátrico. A revelação de Murray evidencia os riscos de práticas radicais em busca de soluções espirituais rápidas e ressalta a importância de acompanhamento profissional diante de distúrbios mentais.
