
Ronaldo Caiado apresenta dados do modelo de segurança de Goiás e projeta endurecimento nacional contra facções criminosas (Foto: Instagram)
O pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou ao programa Bacci Notícias que sua proposta de governo inclui classificar as facções criminosas como organizações terroristas. Segundo ele, o projeto será enviado ao Congresso Nacional no primeiro dia de mandato e visa endurecer o enfrentamento ao crime organizado com o apoio das Forças Armadas. O ex-governador de Goiás também destacou o modelo de segurança pública adotado em seu estado.
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A declaração ocorreu nesta terça-feira (12) durante entrevista em que Caiado elogiou o sistema de “tolerância zero” implementado em Goiás. Ele avaliou que o Brasil perdeu o controle de parte do território nacional, permitindo que quadrilhas assumam regiões estratégicas e imponham suas regras.
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De acordo com o pré-candidato, o reconhecimento das facções como terroristas possibilitará a ampliação das ações militares contra o crime organizado. “Imediatamente ao tomar posse, encaminharei um projeto ao Congresso Nacional reconhecendo as facções criminosas como terroristas”, declarou Caiado, destacando que utilizará Exército, Aeronáutica e Marinha para “resgatar o território brasileiro”.
Durante a entrevista, ele alertou que a Amazônia já está sob domínio dessas organizações. “Hoje, a totalidade da Amazônia brasileira já não pertence mais ao Estado brasileiro. Ela é dominada pelas facções”, afirmou. Caiado também citou periferias de grandes cidades onde moradores teriam que obter autorização dos criminosos para circular.
O pré-candidato ressaltou que conta com “independência moral e coragem” para combater os grupos. “A diferença é que eu tenho independência moral e coragem pessoal para enfrentar faccionado”, garantiu, sugerindo que outros governos não teriam adotado uma postura tão rígida.
Ao apresentar seu modelo de segurança pública, Caiado lembrou que Goiás se tornou referência nacional. Segundo ele, o estado deixou de registrar assaltos a banco, sequestros e invasões de terra, e até empresas de blindagem migraram para São Paulo por falta de demanda.
Sobre o sistema prisional goiano, o ex-governador explicou que presos ligados a facções não têm direito a visitas íntimas nem audiências sigilosas, e detalhou que há monitoramento ambiental e fiscalização rigorosa em todas as unidades. “Você chega a um presídio em Goiás e não acha arma, telefone ou droga”, afirmou.
Ao concluir, Caiado reforçou seu compromisso de manter o endurecimento contra o crime organizado. “Bandido não se cria. Essa é a ordem que eu dei em Goiás”, disse, reiterando a disposição de aplicar políticas duras caso eleito em 2026.








