
Moradores de Quirinópolis denunciam desaparecimento e possível abate clandestino de cães de rua (Foto: Instagram)
A Polícia de Quirinópolis investiga um cenário de horror e barbárie que tem aterrorizado os moradores locais: o desaparecimento sistemático de cães de rua e a suspeita de abate para consumo humano. Denúncias indicam que uma mulher, possivelmente usuária de entorpecentes, estaria assassinando animais nos bairros Hélio Leão, Eldorado e Parque Primavera para vender a carne aos vizinhos. Recentemente, restos mortais — incluindo cabeça e vísceras — foram encontrados em um terreno baldio, desencadeando um alerta tanto para a saúde pública quanto para a crueldade contra os animais.
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A Polícia Civil de Goiás apura a denúncia de que dezenas de cães comunitários sumiram sem deixar vestígios nos últimos dias em Quirinópolis. Voluntários e protetores de animais relatam que a rotina de cuidado se transformou em pesadelo após a descoberta de carcaças em terrenos abandonados, com indícios claros de que a carne foi retirada de forma caseira. O inquérito mira identificar o paradeiro de cada animal e elucidar o método de abate.
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O estado dos fragmentos sugere um abate clandestino, caracterizando crime ambiental e configurando grave risco sanitário. A manipulação irregular de carne sem controles adequados pode facilitar a proliferação de bactérias e outros agentes patogênicos, colocando em risco toda a comunidade. Autoridades de saúde já alertam para a necessidade de reforçar a vigilância e de realizar testes laboratoriais no material apreendido.
Um dos elementos mais inquietantes da investigação é a suposta oferta direta da carne aos vizinhos. Conforme reportagem do Metrópoles, uma moradora contou que a suspeita — apelidada de “Cidoca” ou “Cidinha” — foi à casa de sua mãe apresentando o produto como se fosse de procedência bovina. A família chegou a comprar parte do lote, mas descartou imediatamente ao notar textura e coloração incompatíveis com a carne de vaca.
Nas redes sociais, o sentimento predominante é de revolta e repúdio. Internautas e ativistas pelos direitos dos animais exigem uma resposta rápida e efetiva das forças de segurança. Há preocupação de que a carne de origem criminosa já tenha sido inserida em espetinhos ou salgados vendidos a preços bem abaixo do mercado, o que levanta dúvidas sobre a eficiência da fiscalização sanitária na região.
O caso foi registrado formalmente como maus-tratos a animais com resultado morte, com base na Lei de Crimes Ambientais. Investigadores trabalham para descobrir se a mulher atuava de maneira isolada ou se fazia parte de um esquema maior de abate clandestino. Testemunhas afirmam que, há cerca de três meses, vinham percebendo o desaparecimento gradual dos cães e ouviam latidos desesperados e barulhos de agonia durante a noite, o que pode indicar a existência de cativeiro antes do crime.








