Site icon Jetss BR

MP de Santa Catarina requer arquivamento do caso do cão Orelha por falta de provas


MP pede arquivamento de caso do cão comunitário Orelha em Florianópolis (Foto: Instagram)

O Ministério Público de Santa Catarina solicitou o arquivamento das investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha, ocorrida em 4 de janeiro na Praia Brava, em Florianópolis. O pedido foi encaminhado à Justiça na sexta-feira (8), após a conclusão de uma análise complementar e a reavaliação de todo o material probatório colhido durante o inquérito.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

De acordo com o relatório enviado à Vara da Infância, o MP considerou insuficientes as evidências para dar sequência ao processo judicial. Em abril, o órgão já havia requisitado novas diligências à Polícia Civil para suprir lacunas do inquérito inicial. Após essa etapa, os promotores concluíram que os elementos disponíveis não lograram identificar com clareza as causas do falecimento do animal.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

No curso das investigações, a Polícia Civil chegou a apontar que Orelha teria sido vítima de agressão e indiciou um adolescente por suspeita de participação no delito. Para aprofundar as análises, o corpo do cão foi exumado e submetido a novos exames periciais. O laudo da Polícia Científica descartou fraturas ósseas, mas não excluiu por completo a hipótese de trauma físico.

O episódio ganhou repercussão nacional e internacional, mobilizando moradores da Praia Brava e defensores dos direitos dos animais. Em março, o governo federal promulgou o chamado “Decreto Cão Orelha”, que estabelece multas de R$ 1,5 mil a R$ 1 milhão para infrações de maus-tratos a animais, variando conforme a gravidade do ato.

Enquanto o pedido de arquivamento aguarda decisão judicial, organizações protetoras de animais e a comunidade local acompanham o desfecho. O Ministério Público reafirmou que só apresentará denúncia caso surjam novas provas que impeçam o encerramento definitivo do caso.

Exit mobile version