
Ana Clara de Oliveira em recuperação e o agressor preso (Foto: Instagram)
A jovem Ana Clara de Oliveira (21) voltou a ser submetida a intervenções cirúrgicas após deixar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza. Ela sofreu uma tentativa de feminicídio em 1º de maio, em Quixeramobim (CE), quando teve uma das mãos totalmente amputada e a outra parcialmente decepada durante um ataque com foice.
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Entre sábado (09) e segunda-feira (11), a família informou que Ana Clara passou por mais duas cirurgias após a equipe médica identificar complicações. No sábado, os especialistas constataram ausência de circulação sanguínea no dedo mindinho da mão esquerda reimplantada e realizaram um procedimento de oito horas, considerado bem-sucedido. Na segunda, ela foi operada para tratar um tendão da perna afetado no ataque. Além das mãos, a jovem sofreu cortes profundos no ombro, na perna e no cotovelo.
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Ana Clara seguirá em observação ao longo da semana para monitorar possíveis focos de necrose nas áreas lesionadas. A equipe médica avalia a necessidade de futuros enxertos de pele. Apesar disso, os familiares acreditam que o último procedimento possa ter sido o definitivo. O agricultor José Airton Firmino, padrasto da jovem, comentou: “Ele até brincou com ela: ‘você está dando muito trabalho, viu?’”. Ainda não há previsão de alta hospitalar.
Logo após o crime, Ana Clara passou por um reimplante de emergência que durou cerca de 12 horas para recolocar a mão amputada. Segundo a família, ela já apresentou pequenos movimentos na região, mas deverá realizar fisioterapia por pelo menos um ano para recuperação total da mobilidade. A paciente saiu da UTI sete dias após o ataque e foi transferida para a enfermaria do IJF.
O ataque ocorreu na madrugada de 1º de maio, quando o cunhado de Ana Clara, Evangelista Rocha dos Santos, invadiu sua residência em Quixeramobim portando uma foice. A agressão foi motivada por uma discussão com o namorado dela, Ronivaldo Rocha dos Santos, após ingerirem bebida alcoólica e supostas transferências bancárias entre as contas. Câmeras de segurança registraram Evangelista pulando o muro e, durante o crime, Ronivaldo teria gritado: “Pode matar ela”. Em depoimento, o agressor confessou ter interrompido o ataque ao pensar que Ana Clara havia morrido. Ambos foram presos e transferidos para um presídio em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.








