Homem é linchado após assassinar brutalmente namorada trans

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Mulher trans é vítima de feminicídio em Jundiapeba (Foto: Instagram)

A Polícia Civil de Mogi das Cruzes investiga o feminicídio de Luana Faria da Silva Oliveira, mulher trans de 29 anos, morta no último sábado (09) no distrito de Jundiapeba. De acordo com apurações iniciais, a vítima teria sido estrangulada pelo namorado, David Júlio da Silva, de 26 anos, após uma discussão no interior da residência do casal. Luana foi encontrada inconsciente e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos. Populares, revoltados com a cena, lincharam o suspeito no local antes da chegada da Polícia Militar.

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Testemunhas relataram que a discussão entre o casal começou após consumo de bebidas alcoólicas e rapidamente evoluiu para agressão física. Conforme ressaltado no boletim médico da UPA de Jundiapeba, a causa do óbito foi registrada como parada cardiorrespiratória em decorrência de asfixia por estrangulamento. Familiares afirmam ter ouvido pedidos de socorro vindos de dentro da casa e acionado o resgate assim que perceberam que Luana havia perdido os sentidos, sendo então encaminhada sem vida ao hospital horas depois.

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Uma tia da vítima contou aos investigadores que, ao chegar à residência após ouvir gritos, encontrou a mãe de Luana presenciando o namorado com as mãos no pescoço da filha, apertando com violência. Após o suspeito se afastar, familiares prestaram os primeiros socorros e acionaram o serviço de emergência, mas a jovem não reagiu aos esforços médicos. O corpo de Luana apresentou sinais claros de estrangulamento e vestígios de agressões anteriores, reforçando a hipótese de homicídio intencional.

A Polícia Militar foi acionada e localizou David Júlio da Silva nas proximidades da UPA de Jundiapeba. Segundo os agentes, ele chegou ao local aparentemente em busca de informações sobre a parceira, mas acabou sendo reconhecido e agredido por moradores que desacataram a violência ocorrida. Ainda no local, o homem recebeu voz de prisão em flagrante por feminicídio, sendo posteriormente encaminhado à Central de Flagrantes de Mogi das Cruzes para formalização da ocorrência.

Durante o depoimento, o suspeito reconheceu o relacionamento de nove meses com Luana, mas negou ter intenção de matá-la, alegando que a vítima teria perdido a consciência de forma acidental no meio do desentendimento. Essa versão, no entanto, colide com os depoimentos de testemunhas e com as evidências de violência física constatadas no corpo de Luana, que apontam para um estrangulamento proposital e prolongado até a falta de sinais vitais.

A autoridade policial tipificou o crime como feminicídio e violência doméstica, levando em conta o vínculo afetivo entre as partes e a identidade de gênero da vítima. David Júlio da Silva foi transferido para a Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, onde permanece à disposição da Justiça. Após necropsia realizada no Instituto Médico Legal (IML) para confirmação da causa do óbito, o corpo de Luana foi liberado para velório e sepultamento, ocorrido na tarde de segunda-feira (11).