Chamada em que Trump disse ‘eu te amo’ a Lula ocorreu por celular de empresário

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Lula e Trump durante encontro oficial em Washington após telefonema intermediado por Joesley Batista (Foto: Instagram)

A ligação telefônica que abriu caminho para a visita oficial de Luiz Inácio Lula da Silva a Washington foi realizada por meio do telefone de um empresário brasileiro. Segundo relatos de fontes governamentais, esse contato foi determinante para confirmar o encontro entre os dois chefes de Estado.

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Fontes ouvidas pela GloboNews relatam que o empresário Joesley Batista estava no Palácio da Alvorada com Lula na véspera do feriado de 1º de maio, quando o presidente comentou ter dificuldades para agendar uma conversa direta com Donald Trump. Na sequência, o empresário sugeriu discar imediatamente do seu próprio celular. Lula aceitou a ideia e, assim, a conversa foi estabelecida por meio do aparelho de Batista.

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A chamada teve duração aproximada de 40 minutos e se desenvolveu em um clima amistoso do começo ao fim. Interlocutores que tiveram acesso à conversa afirmam que Trump encerrou o diálogo de forma descontraída, proferindo a expressão “I love you” (“eu te amo”, em inglês) em direção a Lula, o que surpreendeu assessores de ambos os lados.

Durante o telefonema, o presidente brasileiro colocou-se à disposição para viajar aos Estados Unidos e participar de um encontro presencial. Do outro lado da linha, Trump garantiu que sua equipe se encarregaria de organizar a agenda e cuidar dos detalhes protocolares necessários para receber Lula na Casa Branca.

Conforme fontes ligadas ao governo, a confirmação oficial do compromisso aconteceu já no dia seguinte ao telefonema. A reunião foi realizada na quinta-feira, dia 7, na Casa Branca, em Washington, com uma breve cerimônia de boas-vindas e troca de declarações à imprensa.

Ainda de acordo com relatos de quem acompanhou os bastidores, Trump expressou admiração pela trajetória política de Lula, mencionando ter pesquisado sobre sua vida pública antes da conversa. Lula, por sua vez, demonstrou interesse em debater pautas internacionais, abordando conflitos globais e o papel da Organização das Nações Unidas em negociações multilaterais.

Joesley Batista, conhecido por seu histórico em negociações empresariais de grande porte, foi apontado como peça-chave na aproximação entre Brasil e Estados Unidos. Sua influência e acesso privilegiado ajudaram a viabilizar o contato direto entre os dois presidentes, acelerando o processo que levou ao encontro oficial em Washington.

A utilização de intermediários privados para facilitar a comunicação entre chefes de Estado, embora não seja inédita na diplomacia, ganhou destaque neste caso por ter envolvido um empresário com forte atuação em negócios internacionais. O episódio evidencia uma tendência de contatos informais paralelos às vias diplomáticas tradicionais, potencialmente abrindo caminho para diálogos mais flexíveis entre nações.