Caiado propõe anistia aos detidos do 8 de janeiro e critica Alexandre de Moraes

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Ronaldo Caiado anuncia anistia aos condenados de 8 de janeiro (Foto: Instagram)

O pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, declarou em entrevista ao Bacci Notícias que pretende enviar, já no início de um eventual governo, um projeto de anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Durante o bate-papo, ele argumentou que essa medida ajudaria a retirar o tema do centro das discussões políticas, permitindo ao país avançar em outras pautas.
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Caiado criticou abertamente decisões do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal relacionadas às prisões dos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes. Segundo ele, a manutenção do assunto como foco da mídia e do Judiciário atende apenas a interesses políticos do PT e do PL, e, caso seja eleito, vai trabalhar para encerrar o debate.
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“Vou assumir o governo e vou anistiar a todos. Vou encaminhar um projeto ao Congresso Nacional pedindo que zere este assunto do 8 de janeiro”, afirmou o ex-governador de Goiás. Para ele, a medida não incentiva o radicalismo, mas sim busca pôr fim a uma polarização que, na visão de Caiado, emperra o debate nacional. Ele garantiu que, mesmo com a anistia, manterá postura firme contra crimes e ataques às instituições.

Questionado sobre a aparente contradição entre a anistia e sua política de “tolerância zero” ao crime, Caiado levantou a questão da “falta de dosimetria” nas penas aplicadas. “Eles estão presos há três anos e cinco meses. O que seria uma dosimetria? Seria uma maneira de arrefecer essa discussão”, disse, ressaltando que o cenário político do Brasil está excessivamente radicalizado e que não existe mais meio-termo.

Apesar de defender a anistia, o pré-candidato deixou claro que nunca apoiou ações violentas contra prédios públicos. “Jamais concordei com ataques aos prédios dos Três Poderes”, assegurou. Sobre a relação entre sua proposta e a autoridade do STF, Caiado garantiu que a vontade popular é soberana e que a anistia faz parte de seu programa de governo, sobre o qual ele afirma ter total transparência com o eleitorado.

Caiado reforçou ainda que, uma vez no Planalto, exercerá “mão pesada da disciplina” contra qualquer novo atentado às instituições. “Quero ver quem terá coragem de quebrar um vidro na Esplanada dos Ministérios”, desafiou. Ele concluiu defendendo a necessidade de deslocar o foco dos atos de 8 de janeiro para temas como saúde, educação, tecnologia, infraestrutura e economia, apontando que o país não pode permanecer refém de um único episódio.