
Ronaldo Caiado durante entrevista ao Bacci Notícias (Foto: Instagram)
O pré-candidato do PSD ao Planalto, Ronaldo Caiado, afirmou em entrevista ao Bacci Notícias que pretende "devolver o Brasil aos brasileiros de bem". Segundo ele, o alto índice de aprovação — 88% ao término de seu governo em Goiás — o habilita para disputar as eleições de 2026. Caiado fez críticas ao atual chefe do Executivo e afirmou que sua experiência administrativa o diferencia na corrida presidencial.
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O ex-governador de Goiás ressaltou que assumiu o estado enfrentando desafios em segurança, corrupção e precariedade nos serviços públicos, mas conseguiu posicionar Goiás no topo de rankings nacionais de educação, transparência e segurança. Para Caiado, esses resultados concretos comprovam sua capacidade de gestão e representam "o maior atestado" de um político quando deixa o cargo.
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Na entrevista, Caiado comentou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e reconheceu o peso do sobrenome do senador, mas destacou que a experiência administrativa é mais relevante. Ao ser questionado sobre ocupar a vice de Bolsonaro em uma eventual chapa, descartou completamente a possibilidade: "De maneira alguma. Não tenho nenhuma motivação para ser vice-presidente". Ele afirmou que pretende percorrer o país para apresentar seus resultados em Goiás ao eleitorado.
O presidenciável também defendeu mudanças na legislação trabalhista, destacando o debate sobre o fim da escala 6×1. Para ele, o Brasil precisa de um modelo mais flexível, no qual o trabalhador tenha autonomia para definir quantos dias quer trabalhar e como organizar sua rotina profissional. "A pessoa precisa ser mais dona da própria vida", afirmou Caiado, para quem as novas formas de trabalho devem se adaptar às necessidades individuais e familiares.
Sobre programas sociais, Caiado criticou a dependência do Bolsa Família e afirmou que o país vive uma "terceira geração" de famílias vinculadas ao programa. Ele defendeu políticas de capacitação profissional e geração de renda, citando cursos em Goiás que oferecem também equipamentos e apoio técnico. O pré-candidato acusou o governo Lula de estimular o consumo e depois impor juros altos, o que, segundo ele, elevou o endividamento das famílias brasileiras.
Na área de segurança pública, Caiado anunciou que pretende apresentar projeto ao Congresso para classificar facções criminosas como organizações terroristas, alegando que há territórios dominados pelo crime organizado. Ele elogiou o modelo de "tolerância zero" implementado em Goiás. Sobre as prisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro, defendeu anistia para os condenados e criticou decisões do ministro Alexandre de Moraes. Caiado repudiou a polarização política e afirmou que "não tolera" transformar discordância em guerra.








