Reação de guarda municipal após matar esposa no dia do casamento chama atenção

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Guarda municipal mata esposa horas após casamento em Campinas (Foto: Instagram)

Um guarda municipal de Campinas, de 55 anos, assassinou a esposa, de 34 anos, poucas horas depois da cerimônia de casamento no interior de São Paulo. Após os disparos dentro da própria residência, o agente surpreendeu a todos ao ligar para a corporação para relatar o crime. Ele foi detido em flagrante pela Polícia Militar e responderá por feminicídio qualificado pela violência doméstica.

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De acordo com a investigação, o crime ocorreu no último sábado (9), na Rua Anália Franco. O casal havia oficializado a união na parte da manhã e retornado para casa, onde iniciaram uma discussão. Segundo o boletim, o guarda agrediu a mulher antes de sacar a arma e efetuar o primeiro disparo. Em seguida, ele deixou o imóvel e, poucos instantes depois, voltou para atirar novamente contra a vítima.

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Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas imediatamente, mas, apesar dos esforços, a mulher não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. A Polícia Militar prendeu o suspeito em flagrante e apreendeu a arma de fogo, além de diversas munições. Não há registro de tentativa de fuga, indicando a rapidez da ação dos colegas do agente.

No domingo (10), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) converteu a prisão em flagrante em preventiva. O caso foi registrado na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas como feminicídio e violência doméstica. Atualmente, o guarda municipal permanece na Cadeia Pública do 2º Distrito Policial, à disposição da Justiça, que definirá os próximos passos, incluindo perícias complementares.

Em nota, a Guarda Municipal de Campinas afirmou que “lamenta profundamente o fato e reafirma seu compromisso com o combate a qualquer forma de violência”. A corporação informou que a Corregedoria acompanha o caso para instaurar procedimentos administrativos e disciplinares e colabora integralmente com as investigações da Polícia Civil.

O desfecho do episódio levantou questionamentos sobre a atuação de agentes públicos em casos de violência doméstica e a eficácia do controle interno das instituições. Entidades de defesa dos direitos das mulheres, psicólogos e juristas reforçam a necessidade de rigor na apuração de práticas abusivas e propõem maior investimento em formação e protocolos de prevenção nas corporações de segurança. A expectativa é de que esse caso sirva de alerta e estimule mudanças estruturais.