
Rapper Oruam tem audiência de instrução no TJ-RJ (Foto: Instagram)
O rapper Oruam está marcado para uma audiência de instrução nesta segunda-feira no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em processo por duas tentativas de homicídio contra agentes da Polícia Civil. Foragido desde fevereiro, o artista também é alvo de investigação por suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Comando Vermelho.
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A sessão terá início às 16h, na 3ª Vara Criminal do TJ-RJ, onde Oruam responde por homicídio qualificado contra policiais civis. Originalmente marcada para março, a audiência foi remarcada após adiamentos. Até agora, ele permanece em local não identificado pelas autoridades.
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O início da fase de instrução judicial abre espaço para produção de provas e oitiva de testemunhas. A sessão pretende esclarecer as circunstâncias em que os disparos não teriam chegado a atingir os policiais, mas configuram risco de morte intencional.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o episódio ocorreu em julho de 2025, quando agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes cumpriam mandado de busca e apreensão na casa de um adolescente suspeito de tráfico, no bairro do Joá, onde o cantor estava.
Na ação, Oruam e outras pessoas teriam arremessado pedras contra as equipes, assumindo o perigo de matar os policiais. Além da tentativa de homicídio qualificado, ele responde por resistência, desacato, ameaça e dano qualificado.
Paralelamente, em abril, a Justiça expediu novo mandado de prisão preventiva contra o rapper por suspeita de lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao Comando Vermelho. Segundo o MPRJ, o traficante Marcinho VP, sua esposa Marcia Gama Nepomuceno, o filho Mauro Nepomuceno (Oruam) e outras nove pessoas teriam movimentado valores de origem ilícita em comunidades cariocas.
As investigações apontam que Marcinho VP, mesmo preso há mais de 20 anos, continuaria a ordenar repasses financeiros e diretrizes da facção. Marcia Nepomuceno atuaria como gestora do patrimônio, ocultando bens em imóveis, estabelecimentos comerciais e fazendas, enquanto Oruam seria beneficiário direto dos recursos, usando a carreira musical para disfarçar dinheiro do tráfico.
No texto da denúncia, o Ministério Público divide a estrutura criminosa em quatro núcleos: liderança encarcerada, núcleo familiar, suporte operacional e comando operacional do tráfico. Entre os nomes citados estão traficantes responsáveis pela movimentação de recursos e repasses ao grupo familiar de Marcinho VP.








