Número de contaminados por hantavírus em cruzeiro é divulgado e impressiona

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O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA confirmou que 115 indivíduos — entre passageiros e tripulantes — foram infectados por hantavírus durante a viagem do navio MV Hondius. A confirmação ocorre junto à investigação de cinco mortes associadas ao surto pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao atracar em Port Canaveral na segunda-feira (11), a embarcação será submetida a uma desinfecção completa antes de retomar suas operações.

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Dos 3.116 passageiros a bordo, 102 apresentaram contaminação pelo vírus, enquanto 13 dos 1.131 tripulantes também foram infectados. Informalmente apelidado de “vírus do vômito”, o surto foi confirmado pelo CDC na quinta-feira (7) após relatos de sintomas intensos de gastroenterite, como diarreia e vômitos persistentes. Todos os infectados exibiram quadro compatível com a doença.

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Os passageiros e tripulantes contaminados foram isolados em áreas restritas do navio, o que levou ao reforço imediato dos protocolos de higienização. A companhia responsável informou ao The Post que realizou limpezas emergenciais durante toda a travessia e intensificou a sanitização de cabines, corredores e espaços comuns. A meta é concluir a descontaminação em Port Canaveral antes do embarque de novos viajantes.

O hantavírus é transmitido sobretudo por roedores silvestres infectados, com contaminação ocorrendo ao inalar partículas suspensas de urina, saliva ou fezes desses animais. De acordo com a OMS, a cepa detectada no MV Hondius corresponde ao vírus dos Andes, encontrado principalmente na América do Sul e que, diferentemente de outras variantes, apresenta registros raros de transmissão entre humanos em situações de contato prolongado.

Os primeiros sintomas incluem febre alta, dores musculares intensas, fadiga extrema, náuseas e dificuldade respiratória. Em casos mais graves, a infecção pode evoluir para Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), condição que compromete pulmões e coração e requer atendimento emergencial em UTI. Especialistas destacam que a rapidez no diagnóstico e no tratamento é crucial para reduzir o risco de complicações fatais.