
Abraço terapêutico rende US$ 150 por hora (Foto: Instagram)
Ella Love, de 51 anos, largou um emprego considerado estressante para reinventar sua vida profissional e, surpreendentemente, encontrou na oferta de abraços pagos uma fonte de renda significativa. Residente em Nova York, ela dedica três horas diárias a sessões de acolhimento físico e cobra cerca de US$ 150 por hora, o equivalente a aproximadamente R$ 740. Essa iniciativa tem garantido a ela ganhos expressivos, muito acima do que recebia como professora.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Após 13 anos lecionando em sala de aula, a norte-americana viu na terapia do abraço uma oportunidade de melhorar sua qualidade de vida e obter um retorno financeiro mais atrativo. Com a nova atividade, Ella projeta uma renda anual em torno de US$ 100 mil, cerca de R$ 493 mil, valor que supera em muito o salário de educadora. A mudança reforça que, muitas vezes, apostar em habilidades humanas pode gerar resultados surpreendentes.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Em entrevista ao New York Post, Ella explica que seu cliente típico é um homem de meia-idade, com boa remuneração, frequentemente casado e em busca de reconexão afetiva. “Eles não querem trair ou romper com suas parceiras, mas sentem falta de intimidade”, diz. Segundo ela, muitos clientes relatam dificuldades na comunicação dentro do relacionamento e enxergam nos abraços um modo de preencher essa lacuna emocional.
A profissional conheceu o chamado “cuddling profissional” em 2017, ao ler um artigo na internet. Interessada, investiu cerca de US$ 300 (aproximadamente R$ 1,4 mil) em um curso especializado e, após concluir a formação, passou a oferecer abraços remunerados de forma regular. Em apenas seis meses, comprovou o potencial da prática e decidiu dar um longo sabático, nunca mais retornando à sala de aula.
Motivada pelo desgaste que vivenciava no magistério, Ella mergulhou de vez na nova atividade. O inverno daquele ano marcou sua transição definitiva: ela passou a atender em tempo integral e, oito anos depois, segue colecionando resultados consistentes e relatos de satisfação dos clientes.
Para garantir a seriedade do serviço, a terapeuta do abraço estabeleceu um rigoroso processo de triagem e um código de conduta claro para as sessões. “Deixo explícito que é natural sentir atração, mas não é permitido agir de acordo com isso. A gente respira, ajusta a posição e segue a técnica”, explica. O foco é manter sempre o respeito aos limites, ajustando a postura e utilizando estratégias de redirecionamento quando necessário, preservando o caráter terapêutico e o sentimento de segurança.
