Mulher agredida com 61 socos sofre nova onda de ataques após filiação ao PT

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Após filiar-se ao PT, Juliana Soares sofre novas ameaças online (Foto: Instagram)

Juliana Soares, de 35 anos, voltou a enfrentar ataques e ameaças nas redes sociais após anunciar sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT). A advogada e vítima de uma agressão brutal em um elevador em Natal ganhou repercussão nacional por ter sido espancada com 61 socos aplicados pelo ex-namorado Igor Eduardo Cabral. Com a decisão de se filiar a um partido político, ela passou a receber uma série de mensagens ofensivas e incentivos a novas violências, mesmo após o agressor já estar preso.

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A agressão violenta ocorreu em junho de 2025. As câmeras de segurança do prédio registraram Igor Eduardo Cabral desferindo 61 socos em Juliana no interior do elevador. Desde então, o agressor está detido na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim, aguardando o desfecho do processo penal. A brutalidade das agressões mobilizou a opinião pública e reforçou discussões sobre medidas de proteção às mulheres.

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Na última semana, Juliana divulgou em seu perfil pessoal que havia se filiado ao PT. Em postagem acompanhada de foto segurando a carteira partidária, ela afirmou: “É um privilégio fazer parte dos que lutam pela classe que mantém o Brasil de pé. Representar quem é base e alicerce é gratificante demais”. A notícia, que para muitos foi celebrada, acabou desencadeando reações hostis em diferentes perfis de internautas.

Após a divulgação, começaram a surgir comentários ofensivos. Vários usuários sugeriram novas agressões, como incentivo à violência física contra a vítima. Em um dos ataques, um internauta escreveu: “Você tem é que tomar mais 122 socos dessa vez para ficar sem a cabeça.” Juliana passou então a expor publicamente os prints dos diálogos, na tentativa de responsabilizar os autores pelo teor das mensagens.

Em resposta à ameaça mais grave, ela declarou que vai processar o autor judicialmente. “Esse vai responder na Justiça, mas antes ele vai ficar famoso. E ainda querem barrar a lei da misoginia”, escreveu Juliana. Além desse episódio, outros perfis tentaram justificar a agressão anterior, usando expressões como “Agora entendemos o agressor” e questionando quando ocorreria o “segundo round”. Esses comentários reforçam o ambiente hostil enfrentado pela vítima.

O caso original teve enorme impacto nacional. Juliana sofreu múltiplas fraturas nos ossos da face e precisou passar por diversas cirurgias de reconstrução, incluindo enxertos ósseos e procedimentos plásticos. Tanto a vítima quanto especialistas em violência de gênero destacam a importância de leis mais rigorosas e de campanhas de conscientização. A divulgação das imagens ajudou a impulsionar debates públicos sobre misoginia e proteção às mulheres.