Mãe de crianças desaparecidas em Bacabal expressa indignação com investigação

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Clarice Cardoso, mãe de Ágatha Isabelle e Allan Michael, lamenta a falta de pistas no quarto mês de buscas em Bacabal (MA) (Foto: Instagram)

Clarice Cardoso, mãe de Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, voltou a desabafar sobre o mistério que envolve o desaparecimento dos irmãos em Bacabal, no Maranhão. Quatro meses após o registro da ocorrência, ela continua sem respostas sobre o paradeiro dos filhos e questiona a efetividade das buscas até agora realizadas.
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Segundo Clarice, toda vez que procura pelos investigadores recebe apenas a confirmação de que “as buscas continuam”, sem detalhes ou novos indícios. “Eles falam que estão investigando, que não vão parar, mas infelizmente não têm nenhuma resposta para me dar”, reclama a mãe, que segue angustiada desde a data do desaparecimento.
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Durante as declarações, Clarice rejeitou totalmente a hipótese de ataque de animal silvestre para explicar o sumiço de Ágatha e Allan. Ela ressalta que mais de mil voluntários chegaram a participar do esforço de localização, deixando o serviço e dedicando dias às buscas, o que reforça sua convicção de que algo diferente ocorreu naquela região de mata.

Sem conseguir sequer um laudo conclusivo, a mãe revelou que chegou a pensar em contratar um investigador particular para acompanhar o caso, mas lamenta não ter condições financeiras para arcar com os custos. Ela ainda criticou a atuação das diferentes forças de segurança envolvidas e a ausência de resultados palpáveis após meses de trabalho intenso.

Ágatha Isabelle e Allan Michael desapareceram no início de janeiro deste ano, em Bacabal, enquanto estavam com Kauã, menino que foi encontrado dias depois sem ferimentos graves. Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Marinha exploram trechos do Rio Mearim e áreas de mata próximas à cidade, percorrendo mais de 180 quilômetros de rio. Após verificar todo o percurso, as autoridades descartaram afogamento, mas o paradeiro dos irmãos segue desconhecido.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que o inquérito continua aberto e é conduzido por uma comissão especial da Polícia Civil. Até o momento não há conclusões definitivas sobre circunstâncias ou responsabilidades, mas o caso permanece sob tratamento de prioridade máxima. Segundo a pasta, todas as informações são rigorosamente checadas, e as medidas necessárias seguem em curso para o completo esclarecimento dos fatos.