
Ypê mantém produção de líquidos paralisada mesmo com liminar da Anvisa (Foto: Instagram)
Na manhã de sábado (09), a Ypê decidiu manter paralisadas as linhas de produção da unidade de líquidos em Amparo, no interior de São Paulo, mesmo após ter conquistado um efeito suspensivo da Anvisa que autoriza, provisoriamente, a retomada da fabricação e da venda de parte dos produtos antes bloqueados pela agência. A companhia afirmou preferir aguardar a decisão final sobre o recurso antes de retomar as atividades na planta.
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A medida segue à determinação da Anvisa de interromper a produção de itens como lava-roupas líquidos, detergentes para louças e desinfetantes identificados com lote final 1. O órgão sanitário apontou risco potencial à saúde dos consumidores ao detectar não conformidades que motivaram a suspensão desses produtos.
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Segundo a Ypê, a paralisação busca acelerar a implementação de correções indicadas pela Anvisa durante a fiscalização realizada nos últimos dias. Entre as falhas apontadas estão deficiências nos sistemas de controle de qualidade, processos de limpeza e sanitização e monitoramento microbiológico, elementos considerados essenciais para prevenir possíveis contaminações nos produtos.
A decisão inicial da agência foi comunicada na sexta-feira (08) e incluiu também o recolhimento de mercadorias já distribuídas ao mercado. No dia seguinte, a fabricante apresentou um recurso administrativo que suspendeu temporariamente os efeitos da determinação até nova deliberação da Diretoria Colegiada da Anvisa. Mesmo com a liminar, o órgão manteve o alerta para que os consumidores não utilizem os lotes citados e procurem o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para orientações sobre troca, devolução ou ressarcimento.
Em nota oficial, a Ypê destacou que mantém “colaboração máxima com as autoridades sanitárias” e reforçou que todas as ações adotadas visam agilizar a conclusão das adequações exigidas pela Anvisa. A espera agora é pela decisão definitiva sobre o recurso apresentado pela empresa. Até lá, a recomendação oficial da agência segue em vigor para proteger a saúde dos usuários.
